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O que é pré-natal e quando começar?

O planejamento da gravidez é um passo importante para garantir a saúde e o bem-estar tanto da mãe quanto do futuro bebê. Esse processo envolve mais do que apenas a decisão de ter filhos, inclui diferentes preparações e cuidados que podem começar antes mesmo das tentativas de engravidar.

Um acompanhamento preconcepcional adequado ajuda a identificar e corrigir possíveis problemas de saúde criando condições mais favoráveis para a concepção e proporcionando uma gravidez saudável.

Após a confirmação da gravidez, feita geralmente pelo exame de sangue beta hCG e por ultrassonografia transvaginal, os cuidados continuam com as consultas do pré-natal, que acompanham a saúde materna e fetal durante todo o processo gestacional.

Pré-natal se refere a atenção e orientações que a gestante recebe na gravidez e deve começar no momento que a mulher suspeita estar grávida. É fundamental na prevenção de possíveis complicações que podem surgir e para orientar as mães sobre medidas importantes que vão garantir sua saúde, a proteção ou o desenvolvimento adequado do seu filho.

Abordamos, neste texto, da consulta preconcepcional ao pré-natal, destacando sua importância e o que acontece durante as consultas. Acompanhe a leitura até o final e confira!

Consulta preconcepcional

Consulta preconcepcional é o termo usado em referência à visita ao ginecologista-obstetra como parte do planejamento familiar, ou seja, antes das tentativas para engravidar, pelo menos nos três meses anteriores.

É importante para verificar a saúde geral e reprodutiva. Veja abaixo, de forma resumida, o que acontece na consulta preconcepcional:

  • o médico analisa o histórico clínico pessoal e familiar, o uso de medicamentos, situações de risco pessoal ou profissional e solicita exames para detectar doenças que comprometem o desenvolvimento da gravidez ou podem ser transmitidas aos filhos, como as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e os distúrbios genéticos;
  • a mulher recebe orientações sobre controle do ciclo menstrual, ovulação e período fértil, o que facilita a concepção, dieta mais adequada em cada caso, suplementação de vitaminas e exercícios que podem ajudar a preparar para gravidez e período pós-parto ou puerpério.

A consulta preconcepcional, além de avaliar a possibilidade de riscos permite realizar intervenções médicas antes de engravidar para minimizar resultados obstétricos desfavoráveis, maternos e fetais.

Assim, sempre que possível, idealmente todas as mulheres que pretendem engravidar devem realizá-la. No entanto, é especialmente importante para aquelas que planejam ter o primeiro filho, para as que têm sobrepeso ou pré-obesidade, tiveram problemas em gestações anteriores ou são portadoras de condições crónicas, como hipertensão e diabetes.

Pré-natal

Na primeira consulta do pré-natal, quando a mulher não fez o acompanhamento preconcepcional, além da avaliação do histórico clínico pessoal e familiar da paciente e orientações sobre dieta alimentar, suplementação de vitaminas ou exercícios físicos, são realizados os exames que determinam se é única ou múltipla, a idade gestacional e o desenvolvimento inicial do embrião.

A saúde materna também começa a ser monitorada com a medida da pressão arterial e do peso, controle de condições médicas crônicas, de medicamentos e vacinação, necessária para a imunização da mãe e do bebê e única proteção que age simultaneamente em ambos até os seis meses de vida da criança.

Na ocasião, são realizados ainda exames importantes, entre eles o hemograma completo para detectar anemia ou outras condições; tipagem sanguínea e fator Rh para prevenir incompatibilidades entre a mãe e seu futuro bebê, glicemia de jejum, que analisa os níveis de glicose no sangue para avaliar o risco de diabetes gestacional e/ou prevenir o problema e exame de urina, que detecta infecções urinárias ou outras anomalias.

Nas consultas seguintes, além de verificar a saúde materna com a medida da pressão arterial e do peso, são repetidos alguns exames e realizadas ultrassonografias específicas a cada trimestre para acompanhar desenvolvimento fetal:

Exames realizados no segundo trimestre da gravidez

  • teste de tolerância à glicose: realizado entre a 24ª e 28ª semanas para detectar diabetes gestacional;
  • hemograma completo: repetição do hemograma para monitorar anemia e outros parâmetros sanguíneos;
  • ultrassonografia morfológica: realizada entre a 18ª e 22ª semanas para avaliar detalhadamente a anatomia fetal e detectar possíveis malformações;
  • triagem pré-natal para anomalias cromossômicas: pode incluir testes como o de translucência nucal (feito no final do primeiro trimestre) e de DNA fetal no sangue materno.

Exames realizados no terceiro trimestre da gravidez

  • hemograma completo: repetição do hemograma completo e solicitação de outros exames de sangue se for necessário;
  • testes hepáticos: avaliação da função hepática e renal, se indicado;
  • exames de urina: para detectar infecções urinárias ou outras anomalias;
  • cultura para estreptococo do grupo B: realizada entre a 35ª e 37ª semanas para detectar a presença de estreptococos no trato genital, que pode ser transmitido ao bebê durante o parto e causam diferentes distúrbios;
  • ultrassonografia obstétrica: realizada entre a 32ª e 36ª semanas para avaliar o crescimento fetal, a posição do bebê e a quantidade de líquido amniótico;
  • cardiotocografia: avalia os batimentos cardíacos do bebê e as contrações uterinas, é um exame geralmente indicado em gestações de alto risco ou se houver suspeita de problemas.

Além desses exames, outros podem ser necessários para gestantes com condições médicas preexistentes ou complicações gestacionais, bem como o rastreio genético pode ser recomendado em qualquer trimestre, dependendo do histórico familiar e dos resultados da triagem inicial.

O acompanhamento pré-natal regular e a realização desses exames permitem identificar e solucionar potenciais complicações desde o início, reduzindo as chances de complicações para a mãe como a pré-eclâmpsia ou o diabetes gestacional, e, para o feto; algumas doenças fetais podem, inclusive, ser tratadas ainda durante o desenvolvimento intrauterino.

Manter a frequência das consultas de pré-natal, portanto, de acordo com determinação do médico-obstetra é essencial para garantir uma gravidez saudável. Siga o link e entenda tudo sobre o assunto!

Diabetes gestacional: como é diagnosticado?

O diabetes mellitus é uma condição metabólica crônica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue, principal fonte de energia para as células do corpo, cuja regulação é essencial para o funcionamento saudável do organismo.

O diabetes ocorre quando o corpo não consegue produzir ou utilizar adequadamente a insulina, hormônio que regula a glicose sanguínea. Existem diferentes tipos de diabetes, mellitus 1, 2 e o diabetes gestacional, cada um com causas e consequências específicas.

O tipo 1, por exemplo, é uma condição autoimune na qual o sistema imunológico ataca e destrói as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, resultando na redução ou falta desse hormônio. As causas exatas dessa resposta autoimune não são completamente compreendidas, mas fatores genéticos e ambientais, como infecções virais, podem desempenhar um papel significativo.

Já o tipo 2, mais comum, geralmente está associado ao estilo de vida e fatores genéticos. Nesse tipo, o organismo desenvolve uma resistência à ação da insulina (RI), levando ao acúmulo de glicose no sangue em vez da absorção pelas células.

O diabetes gestacional, por sua vez, é exclusivo da gravidez. Continue a leitura até o final, entenda mais sobre essa condição e saiba como é diagnosticada. Confira!

O que é diabetes gestacional?

Diabetes gestacional é um tipo que se desenvolve durante a gravidez e pode afetar qualquer mulher, mesmo aquelas que não tinham alterações glicêmicas anteriores. É caracterizado pela hiperglicemia, níveis elevados de glicose no sangue, que pode levar a diversas complicações tanto para a mãe quanto para o seu futuro bebê.

Surge como consequência dos hormônios placentários, que interferem na capacidade do corpo de regular os níveis de glicose no sangue. O que resulta, como no tipo 2, em resistência à insulina e, assim, no acúmulo de glicose.

Embora qualquer mulher grávida possa desenvolver diabetes gestacional, alguns fatores aumentam o risco:

  • histórico familiar de diabetes: mulheres com familiares próximos com diabetes mellitus, especialmente o tipo 2, têm maior probabilidade de desenvolver o diabetes gestacional;
  • sobrepeso e obesidade: o excesso de peso antes da gravidez é um fator de risco alto. O índice de massa corporal (IMC) elevado pode contribuir para a resistência à insulina e, dessa forma, para hiperglicemia e diabetes gestacional;
  • histórico de diabetes gestacional: mulheres que tiveram o problema em gestações anteriores têm maior probabilidade de desenvolvê-lo novamente nas futuras;
  • histórico de partos complicados: ter tido bebês com peso elevado (macrossomia) ou natimortos (nascidos mortos) em gestações anteriores pode sinalizar para a possibilidade de desenvolver o diabetes gestacional;
  • síndrome dos ovários policísticos (SOP): a SOP é um distúrbio metabólico comum em mulheres durante a idade reprodutiva, que causa desequilíbrios hormonais aumentando o risco de resistência à insulina e de desenvolver diabetes gestacional.

Segundo estudos, o diabetes gestacional pode afetar entre 2% e 4% de todas as gestantes. No entanto, a condição pode ser controlada durante as consultas de pré-natal, essenciais para avaliar a saúde materna e fetal. Por outro lado, quando isso não acontece, a consequência são complicações como:

Complicações do diabetes gestacional para a mãe

  • pré-eclâmpsia: o diabetes gestacional aumenta o risco de hipertensão ou pressão arterial alta e, dessa forma, de pré-eclâmpsia, condição potencialmente perigosa para a mãe e seu bebê;
  • parto prematuro: pode levar ao parto prematuro, espontâneo ou induzido;
  • parto por cesariana: há mais chances de macrossomia, recém-nascido com peso igual ou superior a 4 kg independentemente da idade gestacional como consequência da exposição do feto a grandes quantidades de glicose durante o crescimento intrauterino, dificultando a passagem pelo canal vaginal;
  • diabetes tipo 2 no futuro: embora o problema normalmente se resolva naturalmente após o nascimento do bebê, mulheres que tiveram diabetes gestacional têm um risco significativamente maior de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

Complicações do diabetes gestacional para o bebê

  • macrossomia: bebês de mães com diabetes gestacional podem nascer com peso elevado;
  • hipoglicemia neonatal: após o nascimento, o bebê pode ter níveis baixos de glicose no sangue, pois estava acostumado a altos níveis durante o desenvolvimento intrauterino; o tratamento inadequado pode resultar em convulsões;
  • síndrome do desconforto respiratório: bebês nascidos de mães com diabetes gestacional têm maior risco de desenvolver problemas respiratórios devido ao desenvolvimento pulmonar inadequado;
  • obesidade infantil e diabetes tipo 2:crianças nascidas de mães com diabetes gestacional têm maior probabilidade de desenvolver obesidade e diabetes tipo 2 durante a infância, adolescência ou vida adulta;
  • natimorto: o diabetes gestacional não tratado pode levar à morte do bebê antes ou logo após o nascimento.

O diagnóstico precoce e o controle adequado do diabetes gestacional são fundamentais para evitar qualquer complicação causada pela condição.

Saiba como o diabetes gestacional é diagnosticado

O diagnóstico do diabetes gestacional é feito durante as consultas de pré-natal, quando são medidos os níveis de glicose no sangue:

  • no primeiro trimestre da gravidez é realizado o teste de glicemia de jejum, que permite avaliar se a gestante tem tendência para desenvolver o diabetes gestacional;
  • entre a 24ª e a 28ª semana, período em que é mais comum surgir o problema, é realizado o teste de tolerância à glicose, que possibilita a confirmação. Esse teste também é utilizado para acompanhar o problema, realizado periodicamente de acordo com o quadro de cada gestante.

O resultados apontados pelos testes orientam as condutas terapêuticas necessárias em cada caso para prevenir ou controlar o quadro e evitar possíveis complicações, incluindo a adaptação nutricional com a adoção de dietas balanceadas. O acompanhamento permanece após o nascimento, com a realização de testes em periodicidades e intervalos orientados pelo especialista.

O crescimento do bebê também é avaliado periodicamente por exames de ultrassonografia realizados durante o pré-natal, que vão permitir, inclusive, a definição do tipo de parto, vaginal ou cesariana.

O diabetes gestacional, portanto, é uma condição séria que requer atenção e cuidados adequados para garantir a saúde da mãe e do bebê. Por isso, é fundamental comparecer a todas as consultas do pré-natal e seguir as orientações do especialista. Com um acompanhamento adequado e mudanças no estilo de vida é possível ter uma gravidez segura e saudável mesmo quando há diagnóstico do problema.

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Deficiências nutricionais durante a gestação: o que fazer?

A alimentação balanceada, é fundamental para manutenção da saúde materna, crescimento e desenvolvimento fetal.

A dieta rica em nutrientes ajuda a manter a energia, reduzir a fadiga, apoiar as mudanças fisiológicas que ocorrem no período gestacional, bem como garante ao feto os componentes necessários para formação dos órgãos, tecidos e sistemas vitais; um peso saudável ao nascer e menor risco de problemas de saúde em longo prazo.

Além disso, auxilia a produção de leite materno de maior qualidade, considerado o alimento mais completo e balanceado para os bebês, que contém anticorpos protegendo contra diversas doenças e fortalece o desenvolvimento cognitivo.

As deficiências nutricionais durante a gestação, por outro lado, podem resultar em complicações como anemia, abortamento espontâneo, problemas placentários, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro, bem como aumentam o risco de malformações fetais, defeitos congênitos, morte fetal ou neonatal.

Continue a leitura até o final e saiba o que fazer quando há deficiências nutricionais durante a gestação. Confira!

O que são deficiências nutricionais e por que a gestação aumenta esse risco?

Deficiências nutricionais ocorrem quando o corpo não obtém nutrientes suficientes para funcionar corretamente. Resultam da ingestão inadequada ou absorção insuficiente de nutrientes essenciais como proteínas, vitaminas ou minerais.

Para sustentar o desenvolvimento do futuro bebê, o corpo feminino passa por diversas alterações fisiológicas que afetam o metabolismo e a absorção. O aumento das necessidades nutricionais do feto também tornam maior a demanda por energia e nutrientes.

Por isso, não é incomum que ocorram deficiências nutricionais durante a gestação, ainda que elas possam ser evitadas com dieta e controle adequados. Entre os fatores que aumentam as chances de isso ocorrer pode-se citar:

  • maior necessidade nutricional: o crescimento e desenvolvimento do feto, a formação da placenta e o aumento do volume sanguíneo exigem mais nutrientes do que o normal. Por exemplo, a necessidade de ferro e ácido fólico é maior, uma vez que eles suportam a produção de hemoglobina adicional e previnem defeitos congênitos;
  • alterações hormonais: alterações hormonais durante a gestação podem afetar a absorção de nutrientes. O aumento dos níveis de progesterona tende a retardar a motilidade gastrointestinal e a digestão, impactando o processo;
  • náuseas e vômitos: sintomas comuns especialmente no primeiro trimestre da gestação, eles podem comprometer a ingestão alimentar e, consequentemente, de nutrientes essenciais;
  • dietas restritivas: algumas gestantes podem ter dietas restritivas por motivos de saúde ou preferências alimentares, aumentando o risco de não obter nutrientes suficientes;
  • consumo de nutrientes pelo feto: o consumo de nutrientes pelo feto, necessário para garantir seu próprio desenvolvimento, pode provocar deficiências nutricionais na mãe se a ingestão ou absorção não forem adequadas.

Para e ter uma ideia da importância dos nutrientes no processo gestacional e os impactos das deficiências nutricionais, as proteínas, por exemplo, são fundamentais para o crescimento e reparo dos tecidos, bem como para o desenvolvimento adequado do feto.

Já vitaminas como ácido fólico (B9) ou a D, atuam respectivamente na formação do tubo neural do feto, que acontece nas primeiras semanas e na absorção de outros nutrientes, como o cálcio, necessário para o desenvolvimento de ossos e dentes do futuro bebê e manutenção da saúde óssea materna.

Enquanto a vitamina B12 é importante para a formação de glóbulos vermelhos e desenvolvimento do sistema nervoso do feto e a C ajuda na absorção de ferro, necessário para a produção de hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio no sangue e na manutenção do sistema imunológico, prevenindo condições como pré-eclâmpsia, parto prematuro ou danos no sistema cognitivo

Além desses, outros nutrientes atuam de diferentes formas na saúde da mãe e do seu futuro bebê e, embora a maioria possa ser obtida por alimentos, mulheres que apresentam problemas anteriores à gestação, como anemia, podem ter maior dificuldade de suprir suas necessidades.

Por isso, é fundamental ter atenção à alimentação antes mesmo das tentativas para engravidar e, sempre que for possível, consultar um ginecologista-obstetra como parte do planejamento familiar, consulta preconcepcional. Além de avaliar a saúde geral, ele vai orientar a dieta mais adequada para cada mulher.

Como as deficiências nutricionais durante a gestação são identificadas?

As deficiência nutricionais durante a gestação são identificadas nas consultas de pré-natal, que acompanham a saúde materna e fetal. Na primeira, durante a anamnese, entrevista inicial com a gestante, o médico avalia o histórico alimentar, incluindo tipos e quantidade de alimentos consumidos, frequência das refeições e padrões alimentares; histórico do peso e de atividade física, determinando possíveis riscos e orientando a dieta.

Solicita, ainda, o hemograma completo, que avalia os níveis de hemoglobina para detectar anemia.

Nas consultas seguintes, se houver suspeita, além de confirmar ou descartar a presença de anemia, frequentemente causada por deficiência de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico, podem ser solicitados outros exames complementares, incluindo:

  • níveis de ferro e ferritina: medem a quantidade de ferro no sangue e as reservas no corpo, respectivamente, para identificar deficiências;
  • níveis de vitaminas: testes específicos para medir níveis de vitaminas no sangue, como o ácido fólico, B12, D, A, E ou K;
  • perfil lipídico: avalia os níveis de colesterol e triglicerídeos, que podem indicar deficiências de ácidos graxos essenciais;
  • exames de urina: podem detectar deficiências de minerais, como cálcio, magnésio e potássio.

A suspeita pode ser reforçada pela presença de alguns sintomas clínicos associados a deficiências nutricionais, que podem afetar pele, cabelos, unhas, cavidade oral, olhos e sistema neurológico:

  • pele, cabelos e unhas: pele seca, escamosa ou pálida pode indicar deficiência de vitaminas A, C ou E; queda de cabelo ou cabelos quebradiços sugerem falta de proteínas, ferro ou zinco e unhas quebradiças ou com manchas de ferro ou vitaminas do complexo B;
  • cavidade oral: gengivas inchadas ou sangrando podem indicar deficiência de vitamina C, enquanto língua lisa ou inchada pode ser falta de vitaminas B2, B3 ou B12;
  • olhos: olhos secos ou visão noturna prejudicada podem ser sintomas de deficiência de vitamina A e olheiras profundas ou palidez ao redor dos olhos sugerir anemia por deficiência de ferro;
  • sistema neurológico: fadiga extrema, fraqueza, formigamento nas extremidades ou confusão mental podem ser sinais de deficiências de vitaminas do complexo B, especialmente a B12.

A soma dos achados clínicos e resultados dos exames vai orientar a conduta mais adequada para cada gestante.

O que fazer quando há deficiências nutricionais durante a gestação?

Geralmente, o primeiro passo são ajustes na dieta alimentar, no entanto, em muitos casos, isso não é suficiente para corrigir deficiências nutricionais e a suplementação pode ser necessária.

A suplementação de alguns nutrientes costuma ser inclusive indicada para todas as mulheres desde o início da gestação, independentemente de haver quadro de deficiências, como ácido fólico, cálcio, ferro, vitamina A, vitamina D e iodo, necessários para evitar complicações na gravidez e no desenvolvimento físico e mental do futuro bebê.

Outros são suplementados quando os exames indicam baixos níveis ou em situações específicas, como a vitamina B12, particularmente indicada para mulheres veganas, e a K, para as mulheres com propensão para formação de trombos, que deve ser suplementada durante a gravidez e após o parto, no puerpério, período em que o risco de hemorragias é maior.

É importante observar que a suplementação deve ser sempre feita com a orientação do médico-obstetra, uma vez que o excesso de alguns nutriente pode causar efeitos adversos.

Toque aqui e saiba tudo sobre a suplementação vitamínica para gestantes. Confira!

O que é DIU?

Os contraceptivos, métodos que evitam uma gravidez indesejada, são essenciais para o planejamento familiar e saúde reprodutiva. Ao longo das décadas, vários foram desenvolvidos para atender às diversas necessidades das sociedades atuais. Entre eles, o dispositivo intrauterino (DIU) tem se destacado como um dos mais importantes devido à sua eficácia, segurança e conveniência.

O DIU surgiu na década de 1960, mesma época que a pílula anticoncepcional, que, na ocasião, se tornou símbolo dos movimentos feministas por representar a liberdade sexual das mulheres. Nas décadas seguintes evoluiu e problemas como infecções provocadas pelo uso foram corridos, sendo, atualmente, o método contraceptivo preferencial no mundo todo por características como a longa duração e a reversibilidade, além dos altos percentuais de eficácia.

No entanto, apesar de todos os seu benefícios, o DIU não impede a contaminação por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), por isso é importante usar preservativos de barreira como proteção adicional, as camisinhas masculinas ou femininas.

Acompanhe a leitura do texto até o final, saiba em detalhes o que é DIU, como esse método contraceptivo funciona na prevenção da gravidez e os diferentes tipos disponíveis atualmente. Confira!

Dispositivo intrauterino (DIU)

O DIU é um dispositivo inserido no útero em formato de T com hastes laterais e um fio na parte inferior para facilitar a remoção. De alta eficácia na prevenção da gravidez, quase 100%, é um método contraceptivo reversível de longa duração; depois de inserido dura entre 5 e 10 anos, de acordo com o tipo e pode ser removido a qualquer momento que a mulher desejar engravidar sem nenhum tipo de prejuízo para fertilidade.

Atua impedindo a fecundação, fusão entre óvulo e espermatozoide para gerar a célula primordial do embrião e sua implantação no endométrio, camada interna uterina na qual ele se fixa para dar início à gravidez. Entre os tipos de DIU disponíveis atualmente estão o hormonal, o Mirena e o Kyleena são os mais indicados pelos especialistas, o de cobre e o com fio de prata, uma importante opção para as mulheres que não podem utilizar hormônios. Entenda melhor a seguir:

Tipos de DIU

  • DIU hormonal: O DIU hormonal libera diariamente pequenas doses de um hormônio semelhante à progesterona, que atua no preparo final do endométrio iniciado pelo estrogênio durante o ciclo menstrual, inibindo o espessamento necessário para o embrião se implantar. Torna, ainda, o muco cervical mais espesso, substância produzida pelo colo uterino, impedindo, assim, a passagem dos espermatozoides e reduz a motilidade das tubas uterinas, órgãos que abrigam a fecundação e respondem pelo transporte de óvulos e espermatozoides para esse evento acontecer. Dessa forma, a fecundação não acontece. O Mirena e o Kyleena têm a mesma ação, porém se diferem no tempo de duração e na dosagem hormonal liberada, a do Mirena é um pouco maior;
  • DIU de cobre: O DIU de cobre libera diariamente pequenas quantidades desse elemento. Presente nas hastes, é extremamente tóxico para os espermatozoides, comprometendo a sobrevida dos gametas masculinos no organismo das mulheres, bem como sua capacidade de movimento (motilidade) e, consequentemente, a fecundação. Também interfere no espessamento do endométrio e na motilidade das tubas uterinas. A duração desse tipo de DIU é maior, aproximadamente 10 anos;
  • DIU com fio de prata: esse tipo de DIU tem as hastes revestidas por cobre e prata, que estabiliza o cobre quando os dois elementos se misturam. Liberados diariamente em pequenas doses, interferem igualmente na sobrevida e motilidades dos espermatozoides e no preparo adequado do endométrio. Porém, apesar de a ação ser semelhante, o tempo de duração é menor, 5 anos.

Uma vez inserido, o DIU necessita de pouca ou nenhuma manutenção, o controle é feito anualmente durante as consultas de rotina por exames de ultrassonografia transvaginal. Além de aliviar a preocupação diária com a contracepção, como acontece com a pílula anticoncepcional, não interfere na relação sexual e as chances de falhas são praticamente inexpressíveis, inferiores a 1%.

A colocação do DIU, por sua vez, bem como a escolha do tipo mais adequado para cada paciente devem ser feitas apenas pelo ginecologista e é precedida pela realização de diferentes exames para confirmar a saúde. O uso, por exemplo, é contraindicado em algumas situações, incluindo suspeita de gravidez, de cânceres de mama ou útero ou a presença de inflamações pélvicas ativas que podem ser consequência de ISTs comuns, como clamídia ou gonorreia.

O procedimento, entretanto, é bastante simples, realizado em clínicas ou consultórios médicos. Na maioria dos casos a mulher sente apenas um desconforto durante e após a colocação, porém podem ocorrer alguns efeitos colaterais temporários, especialmente nos primeiros meses, incluindo cólicas, sangramento uterino irregular ou flutuações hormonais no caso do DIU hormonal.

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Pré-eclâmpsia: conheça as causas

O útero é considerado o principal órgão reprodutor feminino, uma vez que sua função é abrigar, nutrir e proteger o embrião-feto em desenvolvimento até o nascimento.

Durante os ciclos menstruais, o embrião formado na fecundação, evento em que óvulo e espermatozoide se fundem gerando sua primeira célula, é transportado ao útero para se implantar na camada interna e dar início à gravidez.

Denominada endométrio, essa camada é um tecido epitelial altamente vascularizado, característica que vai proporcionar a troca de nutrientes e oxigênio com a mãe até a placenta ser formada e assumir essa função.

A placenta é um órgão vascular temporário, formado para estabelecer essa comunicação com mãe e seu futuro bebê, facilitar sua nutrição, oxigenação e eliminação de dióxido de carbono, processo apoiado pelas artérias e veias uterinas.

Entre as possíveis complicações que podem ocorrer durante a gravidez várias estão associadas a problemas placentários, incluindo a pré-eclâmpsia, condição caracterizada pelo aumento da pressão arterial e presença de proteína na urina, que geralmente começa na 20ª semana.

A pré-eclâmpsia pode acontecer independentemente de a mulher sofrer com hipertensão antes de engravidar, ou seja, nas que têm pressão arterial normal, e, é uma condição potencialmente perigosa para a mãe e seu filho.

Para conhecer as causas da pré-eclâmpsia acompanhe a leitura do texto até o final e saiba ainda como essa condição é identificada, controlada e quais são os possíveis riscos do controle inadequado. Confira!

Conheça as causas da pré-eclâmpsia

Embora a causa exata da pré-eclâmpsia ainda não tenha sido definida pela ciência, diferentes estudos registrados na literatura médica observaram que o problema começa na placenta, como resultado do desenvolvimento ou funcionamento inadequado dos vasos sanguíneos placentários.

Nas mulheres com pré-eclâmpsia esses vasos são mais estreitos, o que limita o fluxo de sangue e, dessa forma, a nutrição e oxigenação do feto. A vasoconstrição leva consequentemente ao aumento da pressão arterial.

O desenvolvimento anormal, por sua vez, pode ser causado por danos nos vasos sanguíneos, pela insuficiência de fluxo sanguíneo para o útero ou mesmo por fatores genéticos e imunológicos.

Ainda que a causa exata da pré-eclâmpsia não seja conhecida, estudos sugerem diferentes fatores de risco, incluindo:

  • hipertensão arterial crônica;
  • histórico pessoal de pré-eclâmpsia;
  • histórico familiar de pré-eclâmpsia, especialmente parentes de primeiro grau como mães e irmãs;
  • primeira gravidez;
  • gravidez múltipla;
  • idade, mulheres jovens, com menos de 18 anos ou as que estão acima dos 36 anos têm mais risco;
  • intervalo entre as gestações menor do que dois anos ou maior do que dez anos;
  • obesidade antes da gravidez, condição caracterizada por um índice de massa corporal (IMC), igual ou superior a 30 kg/m2;
  • diabetes tipo 1 ou 2;
  • doença renal;
  • trombofilia, condição em que há tendência a desenvolver coágulos sanguíneos;
  • doenças autoimunes, como o lúpus;
  • etnia, mulheres de pele negra têm maior risco quando comparadas com às de pele branca;
  • novo parceiro, as chances são maiores quando há um novo parceiro, pois, a mulher volta a ter risco como se fosse uma primeira gestação, mesmo que não tenha apresentado pré-eclâmpsia.

O diagnóstico da pré-eclâmpsia é feito durante as consultas do pré-natal, fundamentais para acompanhar a saúde materna e fetal durante o período gestacional, estabelecido com base nos níveis elevados da pressão arterial, no histórico clínico, nos resultados de exames laboratoriais de sangue e de urina e nos sintomas da paciente.

Entre os sintomas que podem indicar a condição estão o inchaço excessivo principalmente do rosto e mãos, a diminuição da produção de urina, dores de cabeça severas que não aliviam com analgésicos comuns, dor na parte superior do abdômen, geralmente sob as costelas do lado direito, distúrbios visuais, como visão embaçada, sensibilidade à luz ou perda temporária da visão e falta de ar.

A pré-eclâmpsia é considerada a principal causa de morte materna e tem uma prevalência que varia entre 6% e 9% das gestações, porém, com o acompanhamento adequado pode ser controlada. A falta de controle, por outro lado, pode resultar em complicações mais graves.

Riscos do controle inadequado da pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia provoca diferentes riscos para mãe e seu filho, como por exemplo:

  • restrição do crescimento fetal: o fluxo sanguíneo inadequado pode afetar o crescimento do feto;
  • parto prematuro: a condição pode levar a um parto prematuro, aumentando as chances de complicações neonatais;
  • baixo peso ao nascer: o bebê pode nascer com peso abaixo do ideal;
  • descolamento da placenta, quando ocorre a separação do órgão da camada interna do útero antes do parto. Em quadros graves pode provocar hemorragia, colocando em risco a mãe e o feto;
  • evolução para eclâmpsia: essa é a principal consequência da pré-eclâmpsia. A eclâmpsia, pode causar convulsões que provocam confusão e desorientação, colocam a gestante em coma e, em situações mais graves, pode levar a danos renais permanentes, causar acidente vascular cerebral (AVC), que pode resultar em danos permanentes no cérebro, morte materna e/ou fetal.

O comparecimento regular às consultas de pré-natal, portanto, é a única forma de prevenir e controlar a pré-eclâmpsia e evitar sua evolução para eclâmpsia.

Saiba mais sobre a pré-eclâmpsia tocando aqui!

Parto vaginal: benefícios

Apesar de a gravidez ser um momento especial para as mulheres, normalmente gera bastante ansiedade e alguns fatores costumam ser motivo de preocupação, como o desenvolvimento adequado, sem nenhum tipo de intercorrência e o parto; é bastante comum a dúvida sobre a melhor forma de nascimento.

Durante as consultas de pré-natal, todas as dúvidas são esclarecidas, bem como é feito um acompanhamento criterioso da saúde da mãe e do futuro bebê, o que ajuda a evitar possíveis complicações ou mesmo permite interferências para garantir um desfecho favorável.

O nascimento pode ocorrer de duas maneiras, pelo parto vaginal, que possui diferentes subtipos ou por cesariana, cada um tem seus benefícios. Contudo, só é possível definir o tipo de parto mais adequado para cada gestante a partir do acompanhamento pré-natal. O objetivo, nesse caso, é garantir que a escolha seja a mais benéfica para a mãe e seu filho.

Abordamos, nesse texto, tudo sobre o parto vaginal, destacando os benefícios. Continue a leitura até o final e confira!

Saiba mais sobre o parto vaginal

A vagina compõem o conjunto dos órgãos reprodutores femininos. Sua função é possibilitar a saída do fluxo menstrual, receber o pênis durante a relação sexual e permitir da saída do bebê, que ocorre pelo canal vaginal.

Assim, o parto vaginal é considerado a forma mais natural de nascimento. Também conhecido como parto normal, pode ser realizado com anestesia para aliviar a dor ou sem. Se a opção for por não utilizar anestésicos a dor pode ser controlada por técnicas específicas.

O parto vaginal, além do nascimento de forma tradicional é ainda dividido em subtipos, como por exemplo o de lótus, em que o cordão umbilical não é cortado, separa-se do umbigo naturalmente para o bebê permanecer conectado à placenta até que ocorra a transfusão total de sangue ou o de cócoras, posição que facilita sua expulsão.

Principais etapas do parto vaginal:

  1. rompimento da bolsa amniótica: durante o trabalho de parto, a bolsa amniótica se rompe anunciando o nascimento;
  2. contrações uterinas: as contrações uterinas marcam o início do trabalho de parto. Têm duração de aproximadamente 1 minuto em intervalos que variam de 5 minutos a uma hora e auxiliam o movimento do bebê em direção a abertura do canal vaginal;
  3. dilatação do colo do útero: o colo do útero se dilata para possibilitar a passagem do bebê. A abertura deve ser de aproximadamente 10 cm para que isso aconteça;
  4. corte do cordão umbilical e expulsão da placenta: o cordão umbilical é cortado logo após o nascimento, enquanto a placenta é expelida naturalmente com auxílio das contrações.

A mulher pode escolher entre os tipos de parto vaginal para ter seu filho, se deseja ou não receber anestesia. Porém, o nascimento deve sempre idealmente ocorrer em ambiente hospitalar ou em clínicas especializadas, pois o suporte estrutural e clínico é essencial para garantir a segurança de ambos.

Conheça os principais benefícios do parto vaginal

Diferentes estudos reconhecem os benefícios do parto vaginal para a mãe e seu filho, da recuperação às chances de o bebê desenvolver problemas após o nascimento. Veja abaixo:

  • recuperação mais rápida, com menos dor;
  • menor risco de complicações, como sangramento e infecções;
  • menor risco de o bebê nascer prematuro;
  • menor risco de o bebê desenvolver problemas respiratórios;
  • a amamentação é mais fácil, bem como os cuidados com o bebê podem iniciar mais cedo;
  • as chances de complicações em futuras gestações também são menores.

Além disso, o parto vaginal é considerado mais seguro e, por isso, geralmente é a principal indicação dos obstetras.

No entanto, não é possível prever como o trabalho de parto vai acontecer, isso significa que muitas vezes é feita a opção pela cesariana durante o processo. Em algumas situações pode ser ainda necessária uma intervenção para remoção da placenta ou reparar lesões que podem ocorrer na vagina ou no útero.

Por outro lado, ainda que os benefícios do parto vaginal sejam amplamente reconhecidos por estudos, esse tipo de nascimento pode ser contraindicado em alguns casos. Saiba mais a seguir.

Quando o parto vaginal é contraindicado?

Nem sempre o parto vaginal é a opção mais adequada. Algumas condições podem torná-lo arriscado tanto para a mãe quanto para o bebê e o nascimento por cesariana pode ser necessário para garantir a segurança de ambos. Veja abaixo alguns exemplos:

  • descolamento prematuro da placenta: condição em que a placenta se separa da parede do útero antes do nascimento. Isso pode causar hemorragia e privar o bebê de oxigênio;
  • placenta prévia: quando a placenta cobre total ou parcialmente o colo do útero. O parto vaginal pode provocar hemorragia grave, com risco para a mãe e seu filho;
  • cicatrizes uterinas: de acordo com a extensão e localização aumentam as chances de ruptura uterina durante o parto vaginal;
  • pré-eclâmpsia: condição caracterizada por hipertensão geralmente após a 20ª semana de gestação. Nos quadros graves, pode evoluir para eclâmpsia e o parto vaginal representar risco para mãe e seu bebê;
  • macrossomia fetal: quando o feto pesa 4kg ou mais, dificultando o parto vaginal e aumentando os riscos de complicações;
  • gestação múltipla: a cesariana pode ser a melhor opção para garantir a segurança de todos;
  • sofrimento fetal: quando o bebê não está recebendo oxigênio suficiente. Se a condição não melhorar rapidamente, a cesariana é a forma mais segura para garantir seu bem-estar;
  • apresentação anômala: quando o bebê não está na posição ideal para o parto vaginal;
  • desproporção cefalopélvica (DCP):condição em que a cabeça do bebê ou seu corpo são muito grandes para passar pela pelve da mãe;
  • trabalho de parto prolongado: quando a dilatação do colo do útero é inadequada e não há progressão na descida do bebê; a exaustão materna pode aumentar o risco de complicações.

Portanto, apesar de todos os benefícios do parto vaginal, a definição da melhor forma de nascimento pode ser feita apenas pelo especialista durante o pré-natal.

Siga o link e conheça em detalhes todos os tipos de parto!

Contracepção no pós-parto: por que é importante?

O pós-parto é um período de transição importante na vida das mulheres. Também conhecido como puerpério, inicia imediatamente após o nascimento do bebê e se estende por cerca de seis a oito semanas.

Durante esse intervalo, o corpo passa por diversas mudanças físicas e emocionais enquanto se recupera do parto e se adapta à maternidade. É um período que exige cuidados especiais, tanto para a mãe quanto para o recém-nascido, para garantir uma recuperação saudável e um início positivo da nova fase de vida.

Além das mudanças físicas, como a involução do útero que retorna ao tamanho original e, hormonais, marcadas pela queda drástica de hormônios como estrogênio e progesterona, o que pode afetar o humor e a disposição, as mulheres podem experimentar o que é conhecido como baby blues, uma condição caracterizada por sentimentos de tristeza, ansiedade e irritabilidade que geralmente surgem nos primeiros dias após o parto e podem durar algumas semanas.

A adaptação à nova rotina, as demandas constantes do recém-nascido e a falta de sono contribuem ainda para a exaustão física e emocional. Por isso, são necessários uma série de cuidados específicos para garantir a saúde e o bem-estar da mulher e seu bebê. Entre eles está a contracepção no pós-parto, fundamental para a saúde materna.

Continue a leitura até o final, saiba tudo sobre a contracepção no pós-parto e por que é importante. Confira!

Contracepção

A contracepção, também conhecida como controle de natalidade, é o termo utilizado em referência ao conjunto dos métodos que visam evitar, de modo reversível e temporário, a fecundação de um óvulo por um espermatozoide, ou, quando há fecundação, a implantação do embrião formado.

Esses métodos variam de intervenções comportamentais e dispositivos físicos a medicamentos hormonais, que previnem uma gravidez indesejada. Assim, a contracepção desempenha um papel fundamental na saúde reprodutiva, no planejamento familiar e na igualdade de gênero, com benefícios significativos para indivíduos e sociedades.

Possibilitou, por exemplo, maior liberdade reprodutiva às mulheres, permitindo que escolhessem quando e quantos filhos ter e, dessa forma, maior investimento em educação e carreiras, bem como alguns métodos, como os preservativos de barreira, as camisinhas masculinas ou femininas, são a única forma de prevenir a contaminação por ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), que podem causar inúmeros prejuízos para a saúde geral e reprodutiva.

Os benefícios se estendem também ao período pós-parto. A contracepção no pós-parto, entretanto, tem algumas particularidades, incluindo a amamentação enquanto método contraceptivo, o uso dos não hormonais ou hormonais específicos. Entenda melhor a seguir.

Contracepção no pós-parto

Atualmente, uma diversidade de métodos contraceptivos está disponível, entre eles a pílula anticoncepcional, o mais popular, os dispositivos intrauterinos (DIUs), que podem ser hormonais e não hormonais, como o DIU de cobre ou o DIU com fio de prata, implantes, injeções, adesivos, anéis vaginais e os preservativos de barreira.

Contudo, eles se diferem na forma de funcionamento e formulação. A pílula, por exemplo, um anticoncepcional oral hormonal, pode ser combinada com estrogênio e progesterona ou só de progesterona (minipílulas) e deve ser tomada diariamente, enquanto o DIU e os implantes são métodos reversíveis de longa duração, ou seja, agem durante determinado período e depois devem ser substituídos.

Os implantes, métodos hormonais, tem duração de três anos; o DIU hormonal, de 5 a 6 anos de acordo com o tipo; o DIU de cobre dura até 10 anos e o DIU com fio de prata por cerca de 5 anos e podem ser removidos a qualquer momento sem nenhum prejuízo à fertilidade.

A contracepção no pós-parto, por outro lado, deve ser feita apenas por métodos não hormonais ou pelos que utilizam apenas progestagênios em sua composição, que não comprometem a amamentação.

Entre as opções estão a lactação, conhecido como amenorreia lactacional (LAM) e geralmente a primeira indicação dos especialistas, implantes e DIUs hormonais, que liberam diariamente pequenas doses de progesterona, DIU de cobre, que libera diariamente pequenas doses desse elemento, tóxico para os espermatozoides e o DIU com fio de prata, uma versão do de cobre com a prata acrescentada às hastes, que estabiliza o cobre quando os dois se misturam.

A definição do mais adequado em cada caso é feita pelo especialista, que continua o acompanhamento da mulher após o nascimento do bebê e vai considerar diferentes fatores, incluindo a possibilidade de utilizar hormônios, o desejo de ter mais filhos e o tempo determinado para isso.

Embora todos sejam métodos de alta eficácia na prevenção da gravidez, o LAM, por exemplo, depende de fatores como a intensidade e frequência da amamentação, da adição ou não de alimentos complementares à dieta do bebê e da ocorrência de menstruação.

Entenda por que a concepção no pós-parto é importante

O período pós-parto se encerra quando a mulher tem a primeira menstruação, que marca o reinicio dos ciclos menstruais e sugere a possibilidade de engravidar, o que geralmente acontece entre seis e oito semanas após o nascimento do bebê, embora possa variar.

Porém, segundo estudos, o intervalo entre as gestações deve ser de pelo menos dezoito meses, tempo necessário para o restabelecimento total do organismo; uma nova gravidez em um intervalo menor aumenta as chances de complicações.

A contracepção no pós-parto pode evitar resultados adversos, como por exemplo ruptura prematura de membranas (bolsa amniótica), baixo peso ao nascer, parto prematuro, bebês pequenos para a idade gestacional, morte neonatal, que ocorre nos primeiros 7 dias de vida, bem como complicações de saúde materna, como desnutrição, exaustão física, pré-eclâmpsia e aumento do risco de mortalidade.

Os benefícios da contracepção no pós-parto, portanto, vão além da prevenção de uma gravidez indesejada, contudo, é importante reforçar, que em ambos os casos deve ser feita com a orientação do especialista.

Siga o link e entenda tudo sobre o assunto!

Ovulação e período fértil: conheça as diferenças

Os ovários, as tubas uterinas e o útero são os principais órgão reprodutores das mulheres e cada um desempenha um papel fundamental no processo gestacional.

Os ovários, por exemplo, são as gônadas sexuais femininas, órgãos responsáveis pela produção de óvulos e dos hormônios sexuais estrogênio e progesterona. Os óvulos, por sua vez, são as células sexuais ou gametas, que carregam as informações genéticas transmitidas aos filhos.

Todas as mulheres já nascem com uma reserva ovariana, estoque de folículos, estruturas responsáveis por armazenar o óvulo imaturo, utilizados durante a idade fértil nos ciclos menstruais, processo contínuo marcado por alterações fisiológicas que preparam o corpo para uma possível gravidez, que se inicia na puberdade e encerra na menopausa quando há o esgotamento desse estoque.

A ovulação é um uma das principais etapas do ciclo menstrual. Apesar de ser essencial para a gravidez ser um sucesso, é frequentemente confundida com período fértil, intervalo em que há mais chances de isso acontecer.

Para conhecer as diferenças entre ovulação e período fértil é só continuar a leitura até o final. Confira!

O que é ovulação?

Os ovários são duas glândulas em formato de amêndoas, têm aproximadamente 3 cm de comprimento, 1,5 cm de largura e 1 cm de espessura e estão localizados na porção superior da cavidade pélvica, um em cada lado do útero. São ligados a esse órgão pelas tubas uterinas, conjunto que proporciona da geração ao nascimento de uma nova vida.

Os folículos ficam abrigados no córtex ovariano. No nascimento, existem cerca de 2 milhões, quantidade que reduz para mais ou menos 400 mil quando a mulher atinge a puberdade e os ciclos menstruais se iniciam, processo dividido em três fases e coordenado por diferentes hormônios, orientados pelo eixo hipotálamo-hipófise-gônadas (ovários).

A cada ciclo, os ovários liberam um óvulo para ser fecundado pelo espermatozoide, gameta masculino e gerar a primeira célula do embrião, estágio inicial de desenvolvimento do futuro ser humano. Esse evento, é clinicamente conhecido como ovulação e ocorre de forma intercalada, ou seja, há uma alternância entre os ovários. Entenda melhor abaixo:

  1. No começo da primeira fase do ciclo, a folicular, o hipotálamo libera o GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas) estimulando a hipófise a secretar as gonadotrofinas FSH (hormônio folículo-estimulante) e LH (hormônio luteinizante). O FSH promove o recrutamento e crescimento de vários folículos, enquanto o LH atua no desenvolvimento e amadurecimento do que se destaca entre eles, conhecido como folículo dominante, que produz estrogênio enquanto se desenvolve, hormônio que inicia o preparo do endométrio, camada interna uterina na qual o embrião se implanta, fixando-se para dar início à gestação;
  2. Na segunda fase, a ovulatória, altos níveis de estrogênio estimulam um aumento na concentração de LH, que funciona como um gatilho induzindo o folículo ao amadurecimento final e rompimento para liberação do óvulo durante a ovulação. O óvulo é captado pelas tubas uterinas, órgãos em que a fecundação ou fusão com o espermatozoide acontece;
  3. A última fase é conhecida como lútea, pois as células do folículo rompido se transformam em um glândula endócrina temporária, o corpo lúteo, responsável pela produção de progesterona, hormônio que finaliza o preparo do endométrio e garante a manutenção da gravidez. Se não houver fecundação, o corpo lúteo se degenera levando a um rebaixamento dos níveis hormonais, provocando a descamação do endométrio e a menstruação, que marca o início de um novo ciclo menstrual.

Ainda que a ovulação sinalize o momento de maior fertilidade da mulher, o período fértil compreende um intervalo maior. Veja a seguir.

O que é período fértil?

Período fértil é o termo utilizado para determinar o intervalo do ciclo menstrual em que há mais chances de a mulher engravidar. Considera o tempo de sobrevida do óvulo e do espermatozoide, 24h e 72h respectivamente.

O período fértil pode ser calculado utilizando como referência a provável data da ovulação. Em um ciclo normal, por exemplo, de 28 dias, geralmente acontece na metade, no 14º. Assim, basta anotar a data do primeiro dia da menstruação, diminuir três dias da data estimada para ovulação, tempo de sobrevida dos espermatozoides e acrescentar um, tempo de sobrevida do óvulo.

A ovulação, portanto, é uma etapa necessária para que ocorra a fecundação, evento em que os gametas se fundem gerando a primeira célula do embrião com as informações genéticas dos pais. Denominada zigoto, sofre sucessivas divisões celulares enquanto o embrião é transportado ao útero para se implantar.

O período fértil, por outro lado, aumenta as chances de a fecundação ser bem-sucedida, por isso é importante intensificar a relação sexual nesse intervalo determinado. Além do cálculo, conhecido popularmente como tabelinha, é possível ainda observar alguns sinais do corpo, como o aumento do volume e sensibilidade das mamas e alterações no muco cervical, substância produzida pelo colo do útero, que se torna mais cristalino e elástico, semelhante à clara de ovo, bem como recorrer a testes de ovulação facilmente encontrados em farmácias.

Siga o link e entenda em detalhes tudo sobre ciclo menstrual, ovulação e período fértil!

Quais são os melhores contraceptivos?

O principal benefício dos métodos contraceptivos já é bastante conhecido pela maioria das mulheres em idade reprodutiva. Como o nome sugere, evitam a concepção, uma gravidez muitas vezes não desejada em determinado momento. Assim, permitem o planejamento familiar, ou seja, a definição de quando ter filhos e quantos ter.

Embora a pílula se destaque em popularidade entre os contraceptivos desde a década de 1960, quando se tornou símbolo dos movimentos feministas por representar a expressão de liberdade sexual das mulheres, hoje, uma diversidade de métodos está disponível, entre eles o DIU (dispositivo intrauterino), que também se tornou conhecido na mesma ocasião, ainda que em menor proporção.

Essa diversidade leva naturalmente à pergunta sobre quais os melhores contraceptivos no momento de fazer a escolha, porém não existe uma resposta estabelecida. Isso significa que essa qualidade varia de acordo com as características e desejo de cada mulher, bem como considera critérios como a adaptação.

Por exemplo, alguns métodos contraceptivos são formulados com hormônios, contraindicados em algumas situações, enquanto outros têm um tempo de duração maior e dispensam a necessidade de uso diário como acontece com a pílula.

No entanto, critérios como a eficácia podem ser evidenciados. Entre os contraceptivos disponíveis atualmente alguns registram chances de falhas praticamente inexpressivas, de no máximo 0,1%.

Este texto aborda tudo sobre os contraceptivos, da atuação à eficácia proporcionada por cada um deles, critério que permite classificá-los quando o objetivo for a procura pelos melhores. Continue a leitura até o final e confira!

Conheça os melhores contraceptivos

As principais etapas da gravidez acontecem durante o ciclo menstrual, processo que ocorre continuamente entre a puberdade e a menopausa, idade fértil, quando diferentes alterações fisiológicas preparam o corpo feminino para gerar uma nova vida.

Veja a seguir quais são os melhores contraceptivos e o funcionamento de cada um.

Pílula anticoncepcional

A pílula anticoncepcional está entre os métodos contraceptivos que utilizam hormônios para prevenir a gravidez. Os comprimidos são formulados com estrogênio e progesterona sintéticos semelhantes aos naturais que atuam durante o ciclo menstrual no espessamento do endométrio, camada interna uterina na qual o embrião se implanta para dar início à gravidez.

As pílulas podem ser combinadas com estrogênio e progesterona ou só de progesterona, conhecidas como minipílulas.

Ambas impedem o espessamento do endométrio e promovem alterações no muco cervical, substância produzida pelo colo uterino, inibindo a entrada e o deslocamento dos espermatozoides pelo sistema reprodutor feminino. Contudo, as combinadas evitam ainda que a ovulação aconteça, evento em que os ovários liberam o óvulo para ser fecundado pelo espermatozoide e, assim, a fecundação, quando os gametas se fundem para gerar a primeira célula do embrião.

A eficácia da pílula é de 99,9%, ou seja, as chances de ocorrerem falhas são de 0,1%. No entanto, o uso é diário e as minipílulas devem ser tomadas sempre no mesmo horário para garantir a eficácia.

Dispositivos intrauterinos (DIUs)

Os DIUs são dispositivos inseridos no útero e são os métodos contraceptivos reversíveis de maior duração; duram 5 anos e podem ser removidos a qualquer momento.

Existem diferentes tipos de DIU: os hormonais, o de cobre e o com fio de prata. Dentre os hormonais, dois se destacam: o Mirena e o Kyleena.

Ambos liberam diariamente pequenas doses de progesterona, impedindo o espessamento do endométrio e provendo alterações no muco cervical. No entanto, eles se diferenciam na dosagem hormonal. Enquanto o Kyleena tem 19,5 mg de levonorgestrel, com média de liberação diária de 9 mcg, o Mirena tem 52 mg e média de liberação diária de 15 mcg.

Já o DIU de cobre é um dispositivo intrauterino revestido de cobre, elemento tóxico para os espermatozoides liberado diariamente em pequenas quantidades. O cobre interfere no preparo endometrial e impede a sobrevida dos espermatozoides no organismo feminino ou sua capacidade de movimento (motilidade). Dessa forma, a fecundação não acontece.

DIU com fio de prata, por sua vez, é uma versão do de cobre com a prata acrescentada às hastes, que estabiliza o cobre quando os dois se misturam, diminuindo a possibilidade de fragmentação. Sua atuação e eficácia é semelhante ao formulado só com cobre.

Todos os tipos de DIU têm uma eficácia, como a pílula, de quase 100%. O DIU de cobre e o DIU com fio de prata, entretanto, são uma alternativa importante para as mulheres que não podem utilizar hormônios.

Outros contraceptivos hormonais

Outros contraceptivos também utilizam hormônios em sua composição e têm uma eficácia que varia de 93% a 99,9%:

  • Implante subdérmico: é chamado implante o dispositivo inserido sob a pele do braço. Atua liberando diariamente pequenas doses de progesterona. Tem duração de 3 anos e eficácia de 99,9%;
  • injeção de progesterona: a injeção de progesterona é aplicada a cada três meses e a eficácia é de 96%;
  • anel contraceptivo vaginal: libera progesterona e estrogênio e é inserido dentro da vagina. Pode ser utilizado por três semanas e deve ser substituído logo após a menstruação. A eficácia é de 93%;
  • adesivo: libera progesterona e estrogênio, sendo colocado na parte inferior do abdômen, nádegas ou parte superior do corpo, e deve ser substituído semanalmente e também tem eficácia de 93%.

Embora esses métodos contraceptivos sejam classificados como os melhores considerando o critério eficácia, é sempre importante utilizar preservativos de barreira em todas as relações sexuais.

Apesar de serem métodos de baixa eficácia quando usados isoladamente, com percentuais de falha de até 20%, são a única forma de prevenir a contaminação por ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), como clamídia e gonorreia.

Por outro lado, a escolha do contraceptivo mais adequado para cada mulher deve ser sempre feita com a orientação de um ginecologista, que considera critérios com a saúde geral, o tempo de interrupção da fertilidade e a adaptação.

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O que é pré-obesidade? Implicações na gestação

Pré-obesidade, também conhecida como sobrepeso, é uma condição em que a pessoa tem um índice de massa corporal (IMC), padrão internacional utilizado clinicamente para avaliar a composição corpórea, maior do que o considerado normal, porém ainda não atinge os critérios para ser classificada como obesa.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pré-obesidade é definida por um IMC entre 25 kg/m2 e 29,9 kg/m², enquanto a obesidade, considerada um problema de saúde pública mundial, é diagnosticada a partir de 30 kg/m2.

A pré-obesidade é consequência de um desequilíbrio entre a ingestão de calorias e o gasto energético. Diversos fatores contribuem para isso acontecer, incluindo:

  • alimentação inadequada: consumo excessivo de alimentos ricos em calorias, açúcares e gorduras, como fast foods, doces e bebidas açucaradas;
  • sedentarismo: falta de atividade física regular, o que reduz o gasto calórico e favorece o acúmulo de gordura corporal;
  • fatores genéticos: a predisposição genética pode influenciar o metabolismo e a tendência ao ganho de peso;
  • fatores psicológicos: estresse, ansiedade e depressão podem levar ao consumo excessivo de alimentos como forma de conforto emocional;
  • ambiente: estilos de vida que promovem o sedentarismo e o fácil acesso a alimentos pouco saudáveis também contribuem para a pré-obesidade.

Pessoas diagnosticadas com essa condição têm um risco elevado de desenvolver obesidade e outras complicações de saúde associadas, de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 a problemas musculoesqueléticos e distúrbios do sono, por exemplo. Além disso, a condição interfere na fertilidade feminina, bem como é associada a diversas complicações que podem ocorrer durante a gravidez.

Continue a leitura para entender mais sobre a pré-obesidade e conhecer as implicações dessa condição na gestação. Confira!

Pré-obesidade na gestação

Mulheres que entram na gestação em um estado de pré-obesidade enfrentam diferentes desafios, que podem impactar tanto a saúde da mãe quanto a do seu futuro bebê. Isso porque, além das mudanças fisiológicas que ocorrem durante o período gestacional, para suprir as necessidades energéticas de ambos, o consumo de nutrientes é mais alto, levando a um aumento natural do peso e, dessa forma, das chances de o quadro evoluir para obesidade associado a resultados adversos.

Além dos problemas que pode causar durante a gestação e na saúde da mãe e do bebê após o nascimento, a pré-obesidade pode resultar em complicações no puerpério que podem levar à morbidade ou mortalidade materna.

Assim, mulheres diagnosticadas com pré-obesidade que pretendem engravidar devem iniciar o acompanhamento com o ginecologista-obstetra alguns meses antes das tentativas, o que é chamado de consulta preconcepcional.

Conheça as implicações da pré-obesidade na gestação

Os problemas da pré-obesidade na gestação vão de complicações durante o parto ao risco aumentado de o bebê ter defeitos congênitos. Veja a seguir:

  • diabetes gestacional: mulheres com pré-obesidade têm um risco significativamente maior de desenvolver diabetes gestacional, condição caracterizada pelo aumento de glicose no sangue, como consequência da interferência dos hormônios placentários na capacidade de regulação dos níveis. O diabetes gestacional pode levar a complicações como macrossomia, ou seja, bebê com peso elevado ao nascer (acima de 4 kg), parto prematuro e nascimento por cesariana;
  • pré-eclâmpsia: a pré-obesidade aumenta o risco de hipertensão gestacional, elevação da pressão arterial, condição denominada pré-eclâmpsia, potencialmente grave que pode resultar em complicações maternas como danos em órgãos, incluindo o cérebro, rins e fígado, problemas placentários como o descolamento da placenta, que pode provocar hemorragias em quadros mais graves, além de parto prematuro e crescimento fetal inadequado. A pré-eclâmpsia pode ainda evoluir para eclâmpsia, condição fortemente associada à mortalidade materna;
  • complicações no parto: mulheres pré-obesas têm maior probabilidade de necessitar de intervenções obstétricas durante o parto, como indução do trabalho de parto e cesariana. O excesso de peso dificulta o trabalho de parto e aumenta as chances de complicações, incluindo distocia de ombro, quando o ombro do bebê fica preso no momento do nascimento;
  • problemas fetais durante o desenvolvimento intrauterino e de saúde neonatal: bebês nascidos de mães com pré-obesidade têm maior risco de sofrer com condições como hipoglicemia neonatal, icterícia e síndrome do desconforto respiratório. Há ainda um risco aumentado de anomalias durante o desenvolvimento intrauterino, especialmente defeitos do tubo neural, resultando muitas vezes em defeitos congênitos;
  • riscos maternos pós-parto: os impactos do ganho excessivo de peso durante a gestação podem se estender ao puerpério ou pós-parto, como hemorragia ou risco de pré-eclâmpsia e diabetes gestacional tardios;
  • implicações em longo prazo: mulheres que tiveram diabetes gestacional, por exemplo, têm mais chance de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. Além disso, a retenção de peso pós-parto é mais comum nas pré-obesas, aumentando o risco de obesidade e de complicações na saúde cardiovascular. Já as crianças nascidas de mães com pré-obesidade têm maior probabilidade de desenvolver obesidade e doenças metabólicas na infância e vida adulta.

Assim, gerenciar o ganho de peso durante a gravidez é uma ação necessária para as mulheres com pré-obesidade, o que é feito com a incorporação de uma dieta balanceada e o comparecimento a todas as consultas de pré-natal, quando são monitoradas a saúde materna e a saúde fetal e podem ser detectadas possíveis complicações.

O acompanhamento adequado, portanto, permite evitar praticamente todas as implicações que a pré-obesidade pode ter na gestação. Quer saber mais sobre o assunto? Toque aqui!