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Tipos de parto: conheça todas as suas possibilidades para ter seu filho

Durante a gravidez, nas consultas de pré-natal, necessárias para avaliar da saúde da mãe e do feto, as etapas são explicadas detalhadamente. Informações, que contribuem para reduzir estados de ansiedade ou medo e incentivam maiores cuidados no período, o que ajuda a prevenir complicações inclusive no puerpério, pós-parto.

Atualmente, as mulheres costumam ser ainda estimuladas a elaborar um plano de parto, o que torna o processo mais humanizado, ajudando-as a assimilar desejos e a ter mais autonomia sobre o nascimento. Geralmente, inclui informações como a definição do tipo de parto, local de nascimento, quem vai participar, ambientação do espaço, uso de anestesia, de procedimentos ou equipamentos médicos.

Existem dois tipos de parto, o normal e o por cesariana ou cesárea. Os dois formatos têm benefícios e desvantagens e, apesar da preferência da futura mãe, apenas a partir do acompanhamento pré-natal é possível definir o mais adequado para cada gestante, garantindo, sempre, que seja realizado o mais benéfico para a mãe e para o bebê.

Continue a leitura até o final para conhecer em detalhes os tipos de parto, uma informação importante que ajuda a esclarecer todas as possibilidades para ter seu filho. Confira!

Parto normal ou vaginal

No parto normal ou vaginal, como o nome sugere, o nascimento ocorre naturalmente pela vagina. Existem diferentes tipos de parto normal além do tradicionalmente realizado, como por exemplo o natural, de lótus, na água, de cócoras ou em pé.

A mãe pode optar por qualquer um para ter seu filho, desde que o nascimento aconteça em ambiente hospitalar ou clínicas especializadas, com o suporte estrutural e clínico necessários para garantir sua segurança e a do feto. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) não reconhece oficialmente a possibilidade de o nascimento ocorrer em casa.

O parto normal pode ser realizado com ou sem o uso de anestesia para aliviar a dor, no segundo caso é considerado parto natural e a dor pode ser controlada por diferentes técnicas.

Durante o trabalho de parto, a bolsa amniótica se rompe, membrana que envolve o bebê, preenchida por líquido com diversos componentes, como nutrientes. As contrações marcam o início do processo quando têm a duração de aproximadamente 1 minuto, em intervalos que variam de 5 minutos a uma hora.

O colo do útero também dilata para permitir a passagem do bebê. O trabalho de parto é considerado em andamento quando a dilatação é 3 centímetros ou mais e deve ser de aproximadamente 10 cm para permitir a passagem do bebê, que se move em direção a abertura do canal vaginal a partir das contrações uterinas.

Após o nascimento e corte do cordão umbilical a placenta é naturalmente expelida pelas contrações. Em alguns casos pode ser necessária uma pequena intervenção para remoção, bem como podem ocorrer lesões na vagina ou no útero, exigindo reparos.

Além disso, não é possível prever como o trabalho de parto vai acontecer e, muitas vezes, pode ser necessário optar pela cesariana durante o processo.

Cesariana ou cesárea

A cesariana está entre os tipos de parto que pode ser definido pela gestante no plano de parto. Ainda que o parto normal seja considerado mais seguro e, por isso, geralmente a principal indicação dos obstetras, muitas mulheres escolhem esse formato de nascimento mesmo que não existam razões médicas.

O procedimento, nesse caso, é denominado cesariana eletiva e, segundo o CFM o médico pode permitir a opção se esse for o desejo da mãe, desde que não existam riscos para o binômio materno-fetal.

A cesariana é uma abordagem cirúrgica em que incisões feitas no abdômen e no útero possibilitam a expulsão do bebê. Entre os fatores que motivam a escolha por esse tipo de parto estão a possibilidade de definir uma data para o nascimento, reduzindo dessa forma a ansiedade e a de contornar a dor da contração.

No entanto, os riscos comuns a qualquer cirurgia permanecem, mesmo que na maioria dos casos a cesariana seja um procedimento seguro.

Parto normal X cesariana

Estudos publicados na literatura médica sugerem diferentes vantagens do parto normal quando comparado à cesariana eletiva, da mesma forma que indicam os possíveis riscos para a mãe e feto se o nascimento ocorrer por cirurgia. Veja abaixo:

Vantagens do parto normal:

  • menor tempo de recuperação;
  • menor risco de complicações no puerpério;
  • menor risco de o bebê desenvolver doenças respiratórias;
  • menor risco de o bebê nascer prematuro;
  • menor risco de complicações em futuras gestações;
  • amamentação mais fácil.

Na cesariana eletiva, por sua vez, além de o tempo de recuperação ser maior, como acontece em todo procedimento cirúrgico existem riscos para mãe e para o feto. Entre os riscos maternos estão:

  • perda de sangue, muitas vezes excessiva (hemorragia);
  • infecções uterinas;
  • lesões no intestino ou bexiga;
  • formação de coágulos sanguíneos, que podem, inclusive, resultar em trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP), condição potencialmente perigosa;
  • dificuldades em ter um parto normal no futuro.

Já os riscos para o bebê incluem problemas respiratórios, obesidade infantil ou adulta ou mesmo bebês nascidos mortos (natimorto).

Assim, quando a mulher está planejando engravidar, é importante já iniciar o acompanhamento como o ginecologista-obstetra, o que é conhecido como consulta preconcepcional, quando são realizados exames para confirmar a saúde reprodutiva e geral, que ajudam a decidir quais os tipos de parto de escolher. O plano de parto pode começar a ser elaborado na ocasião.

Siga o link e saiba mais sobre os tipos de parto!

O que é puerpério e quais são suas particularidades?

Puerpério é o termo usado para definir o período pós-parto. Também conhecido como período pós-natal ou quarta fase do trabalho de parto refere-se ao intervalo imediatamente após o nascimento, iniciando depois da expulsão da placenta até a completa recuperação fisiológica dos diversos sistemas orgânicos.

Chamado ainda popularmente de resguardo ou quarentena, pode-se dizer que é o momento de readaptação depois do parto, quando o corpo feminino passa por várias mudanças físicas à medida que volta ao estado anterior à gravidez, além de variáveis psicológicas e sociais.

As semanas do puerpério são bastante críticas, pois podem apresentar desafios consideráveis ​​para as mulheres, incluindo falta de sono, fadiga, dor, dificuldades na amamentação, estresse, surgimento ou exacerbação de distúrbios emocionais como depressão, baixa libido e incontinência urinária. Assim, a atenção ao período é que vai garantir a saúde e o bem-estar da mãe e seu bebê em longo prazo.

Normalmente, dura cerca de seis semanas, porém isso pode variar. Se encerra quando a mulher tem sua primeira menstruação, marcando a retomada dos ciclos menstruais. É dividido em três fases distintas e contínuas: puerpério imediato, que ocorre nas primeiras 24 horas depois da expulsão da placenta e dura até 10 dias; puerpério tardio, que ocorre do 10º ao 45º dia; e puerpério remoto, a partir do 45º dia após o parto. É no chamado puerpério imediato, entretanto, primeira fase, que podem surgir as principais complicações.

Esse texto aborda sobre o puerpério e as particularidades do período. Continue a leitura até o final e confira!

Fases do puerpério

Depois da gravidez, a atenção tende a ser voltada para o bebê. As enormes mudanças físicas e emocionais necessárias para retornar ao estado não gravídico são muitas vezes subestimadas.

O puerpério imediato, por exemplo, é um momento de mudanças rápidas com potencial para complicações muitas vezes graves, como hemorragia pós-parto, inversão uterina e embolia por líquido amniótico.

Embora as primeiras horas após o nascimento sejam geralmente passadas na sala de trabalho de parto com intensa supervisão, as demandas de espaço muitas vezes exigem uma transferência prematura para a unidades de cuidados menos intensivos, aumentando as chances de problemas ocorrerem.

A segunda fase, por sua vez, é um período subagudo. Nela, o corpo passa por grandes mudanças em termos de hemodinâmica, recuperação geniturinária, metabolismo e emocional. As mudanças são menos rápidas do que na fase aguda e a mulher geralmente consegue identificar possíveis alterações, que variam do desconforto perineal à depressão pós-parto grave.

A terceira fase é o pós-parto remoto e, segundo estudos, pode durar até 6 meses. As mudanças durante esta fase são extremamente graduais e os problemas são raros. Esse é o momento de restauração do tônus ​​​​muscular e do tecido conjuntivo ao estado pré-gravidez. Embora a mudança seja sutil durante essa fase, o corpo da mulher não está totalmente restaurado à fisiologia pré-gravidez até cerca de 6 meses após o parto.

Veja abaixo as mudanças que acontecem no corpo feminino durante o puerpério:

Útero

O útero grávido, não incluindo o bebê, placenta ou fluidos, pesa aproximadamente 1000 g. Nas 6 semanas depois do nascimento retrocede para um peso entre 50g e 100 g. A maior parte da redução ocorre nas primeiras 2 semanas, nas seguintes retorna lentamente ao estado anterior, ainda que o tamanho permaneça maior do que antes.

O endométrio, por sua vez, camada na qual o embrião se implanta para dar início à gestação, regenera-se rapidamente. No sétimo dia as glândulas endometriais já estão evidentes em exames de imagem e, aproximadamente no 16º esse tecido já está restaurado em todo o útero, exceto no local da placenta, cujos fragmentos são eliminados por um corrimento vaginal sanguinolento denominado lóquios.

Imediatamente após o parto, uma grande quantidade de sangue vermelho flui do útero até ocorrer a fase de contração. Depois disso, diminui rapidamente. O corrimento vermelho muda progressivamente para vermelho acastanhado com consistência mais aquosa e continua a diminuir em quantidade e cor. O tempo de duração dos lóquios varia; embora seja em média cerca de 5 semanas, 15% das mulheres continuam a apresentá-los por 6 semanas ou mais após o parto.

Frequentemente as mulheres apresentam um aumento no volume entre o 7º e 14º dias, secundário à descamação da escara no local da placenta. Esse é considerado o momento clássico para ocorrerem hemorragias pós-parto tardias.

Colo do útero

O colo do útero ou cérvix também começa a retroceder rapidamente para um estado de não gravidez, mas nunca retorna ao de nulípara, antes de ter tido filhos.

Vagina

A vagina também regride, mas não retorna completamente. O ressecamento vaginal é normal, independentemente do tipo de parto, o que pode causar desconforto. No entanto, a lubrificação natural também normaliza, por isso, a recomendação costuma ser aguardar aproximadamente 40 dias para retomar a atividade sexual.

Períneo

Embora o períneo – região localizada entre a vagina e o ânus – seja geralmente esticado, traumatizado e às vezes rasgado ou cortado durante o processo de trabalho de parto, a maior parte do tônus ​​muscular é recuperada em 6 semanas, com mais melhorias nos meses seguintes.

O tônus ​​muscular, no entanto, pode ou não voltar ao normal dependendo da extensão da lesão muscular, nervosa e dos tecidos conjuntivos. Entre as possíveis complicações estão incontinência urinária de esforço, incontinência de flatos ou fezes, prolapso uterino ou descida do útero em direção à vagina, cistocele ou bexiga caída e retocele, condição em que uma úlcera se forma entre o reto e a vagina.

Ovários

A retomada da função normal dos é altamente variável e muito influenciada pela amamentação do bebê. A mulher que amamenta tem um período de amenorreia e anovulação, ausência de menstruação e ovulação respectivamente, mais longo. Já a que não amamenta pode ovular cerca de 27 dias após o parto. A maioria das mulheres menstrua por volta da 12ª semana, embora o tempo médio varie entre 7 e 9 semanas.

Seios

As mudanças nas mamas que preparam o corpo para a amamentação ocorrem durante a gravidez. A lactogênese, desenvolvimento da capacidade de secretar leite acontece já na 16ª semana. No puerpério, o colostro é o líquido inicialmente liberado nos 4 primeiros dias.

Rico em proteínas e anticorpos, fortalece o sistema imunológico do recém-nascido. Durante os primeiros 7 dias o leite amadurece e contém todos os nutrientes necessários no período neonatal e continua a mudar durante a amamentação para atender às novas necessidades nutricionais do bebê.

Parede abdominal

A parede abdominal permanece mal tonificada por muitas semanas. O retorno ao estado pré-gravidez depende muito de exercícios praticados pela mulher.

É importante que a mulher seja acompanhada pelo especialista durante todo esse processo. Não apenas para evitar possíveis complicações associadas ao puerpério, o acompanhamento envolve ainda orientações sobre alimentação adequada, exercícios, amamentação ou mesmo a retomada das atividades diárias e sexual.

Quer saber mais sobre o puerpério e suas particularidades? É só tocar aqui!

O que é placenta prévia?

A primeira célula do embrião, estágio inicial de desenvolvimento do futuro ser humano, é formada na fecundação, quando os gametas, óvulos e espermatozoides se fundem, processo que acontece nas tubas uterinas, órgãos que fazem a ligação entre os ovários e o útero. 

Essa primeira célula, denominada zigoto, sofre sucessivas divisões celulares enquanto o embrião é transportado ao útero para se implantar no endométrio marcando o início do processo gestacional, camada interna uterina que o nutre e protege até a placenta estar estabelecida.

Placenta é um órgão vascularizado temporário que se desenvolve durante a gravidez, constituída por tecido materno e embrionário. Fornece oxigênio e nutrientes ao feto, nomenclatura atribuída ao embrião a partir da 8ª semana, fase em que já está estabelecida. 

A placenta se fixa na parte superior ou lateral do útero na maioria das gestações e se conecta ao feto abrigado no líquido amniótico em seu interior pelo cordão umbilical.

Algumas complicações associadas a esse órgão podem ocorrer durante o processo gestacional, tornando, nesse caso, a gravidez de alto risco. A placenta prévia é uma das mais comuns. Para saber o que é essa condição, o que pode causá-la e quais as condutas adotadas nesse caso é só continuar a leitura até o final. Confira!

O que é placenta prévia?

Placenta prévia é uma complicação da gravidez causada por seu posicionamento inadequado. Tem como característica a fixação na parte inferior do útero, cobrindo parcial ou totalmente o colo uterino. 

Sangramento durante o período gestacional e no parto é a principal consequência desse posicionamento inadequado, o que afeta a oxigenação e o fornecimento de nutrientes para o feto. A condição, portanto, oferece riscos para ambos, ainda que raramente seja fatal nos dois casos.

Durante a gravidez, à medida que o feto cresce o útero aumenta de tamanho para acomodá-lo; a placenta também se move, até ficar posicionada na parte superior, dessa forma, o colo do útero fica liberado para permitir a passagem do bebê. 

A placenta prévia pode ser de diferentes tipos, o que interfere na gravidade do quadro. No tipo marginal, por exemplo, está próxima ao colo do útero e não cobre a abertura; no parcial, como o nome sugere, a abertura é parcialmente coberta e, no total, totalmente. 

Nesse último caso, há maior chance de hemorragia e o quadro é considerado mais grave, pode causar contrações resultando na prematuridade do parto, realizado por cesariana, independentemente do tempo de gravidez. 

No entanto, geralmente, o sangramento é indolor, ou seja, não é acompanhado por cólicas típicas de contrações, assim como é mais comum nas últimas semanas da gravidez, embora possa ocorrer antes. 

Até o momento a ciência desconhece a causa exata da placenta prévia, porém estudos sugerem que alguns fatores representam risco e aumentam as chances de a condição ocorrer, entre eles estão placenta prévia em uma gravidez anterior; anormalidades uterinas congênitas ou provocadas por doenças como miomas; aderências consequentes de cirurgias, incluindo a cesariana ou abortamentos e, gravidez múltipla. 

A idade também influencia, mulheres acima dos 36 anos têm mais chances de desenvolver a condição quando compradas às mais jovens, bem como alguns hábitos, incluindo alcoolismo e tabagismo ou uso excessivo de drogas recreativas. 

Como a placenta prévia é identificada?

A placenta prévia normalmente é identificada durante a realização de exames no pré-natal de rotina, na maioria das vezes no terceiro trimestre. Se houver sangramento, a suspeita é confirmada por ultrassonografia transvaginal, em associação ou não com a suprapúbica ou abdominal. 

Na maioria das vezes a placenta prévia se resolve naturalmente, principalmente quando acontece nos primeiros meses de gravidez. Mulheres com o problema, entretanto, devem ter um acompanhamento diferenciado, isso significa que normalmente há um intervalo menor entre as consultas do pré-natal, bem como na realização de exames. 

O sangramento pode ser gerenciado de diversas maneiras, contudo, os especialistas costumam recomendar repouso total; é importante evitar qualquer atividade que possa causar contrações, o que inclui as aeróbicas, levantar pesos, relações sexuais ou mesmo o uso de absorventes internos. 

Por outro lado, nos casos em que o sangramento não pode ser controlado ou se houver risco para a mãe e o feto, a conduta adotada é a cesariana de emergência. 

A cesariana é idealmente planejada para depois da 36ª semana de gravidez, entretanto em algumas situações, como a persistência do sangramento ou se ocorrerem vários episódios, pode ser necessária anteriormente. Além disso, se o quadro for de hemorragia, a mulher pode precisar de uma transfusão sanguínea. 

Apesar de as principais consequências da placenta prévia serem sangramento e parto prematuro, pode mais raramente resultar em mortalidade fetal e/ou materna, por isso, além de manter a regularidades das consultas de pré-natal, necessárias para garantir uma gravidez saudável para a mãe e seu futuro bebê, detectar condições como a placenta prévia ou mesmo controlá-las, é importante a atenção a qualquer tipo de sangramento ou outro sintoma que não seja característico da gravidez. 

No caso da placenta prévia, se o sangramento ocorrer durante o segundo ou terceiro trimestre, for vermelho brilhante e acompanhado por contrações, é fundamental procurar auxílio médico com urgência.

Siga o link, leia outro texto que aborda a placenta prévia e se informe mais sobre o tema!

O que é pré-eclâmpsia?

Os cuidados do pré-natal são essenciais para manter a mãe e seu futuro bebê saudáveis. Por isso, mulheres que suspeitam estar grávidas devem agendar uma consulta com o ginecologista-obstetra para iniciar o processo. 

As consultas geralmente incluem exame físico, verificação de peso, medida da pressão arterial, exames laboratoriais e de imagem, como os de ultrassom. Também são abordados aspectos da saúde materna e fetal, indicadas vitaminas e dietas alimentares adequadas a cada fase, o que vai ajudar no desenvolvimento do feto e do bebê no futuro.

Segundos estudos, os bebês de mães que não recebem cuidados pré-natais têm três vezes mais chances de ter baixo peso ao nascer, bem como é cinco vezes maior a de nascerem mortos, quando comparados aos de mãe que receberam esses cuidados. 

Durante o pré-natal, os especialistas podem detectar problemas de saúde precocemente quando atendem às mães regularmente. Isso permite que o tratamento seja igualmente precoce. Essas ações, além de possibilitarem a cura ou controle de algumas condições, ajudam a prevenir outras. 

A pré-eclâmpsia, por exemplo, é uma condição exclusiva da gravidez e pode complicar até 8% de todos os partos no mundo, sendo, ainda, uma das principais causas de nascimentos prematuros. 

Continue a leitura até o final para saber o que é pré-eclâmpsia, conhecer os fatores de riscos, métodos diagnósticos e tratamento. Confira!

O que é pré-eclâmpsia?

Pré-eclâmpsia é uma das possíveis complicações da gravidez, potencialmente perigosa para  saúde da mãe e do feto. Tem como características o aumento da pressão arterial, presença de proteínas na urina e, muitas vezes, inchaço no rosto, pernas, pés e mãos. Começa após a 20ª semana da gravidez em mulheres cuja pressão arterial era normal e pode ocorrer também no puerpério, logo após o parto.

Como o aumento repentino e inchaço, principalmente do rosto e mãos, também são sintomas típicos da gravidez, muitas vezes a mulher demora a perceber o problema. No entanto, a diminuição da produção de urina está entre os sintomas que podem ajudar na percepção, bem como outros indicam a necessidade de procurar auxílio médico com urgência, incluindo dores de cabeça e abdominais severas, alterações na visão e falta de ar.

Com o acompanhamento adequado a pré-eclâmpsia pode ser controlada, enquanto a falta de controle, por sua vez, pode levar a complicações mais graves. 

Quais são os fatores de risco para pré-eclâmpsia?

Estudos sugerem que a pré-eclâmpsia começa na placenta, órgão vascular temporário que se forma durante a gravidez, cuja função é estabelecer a comunicação entre mãe e o feto, facilitando a troca de nutrientes e oxigênio pela corrente sanguínea e, a eliminação de excrementos. 

Nas mulheres com pré-eclâmpsia esses vasos não se desenvolvem ou funcionam adequadamente, são mais estreitos, limitando a quantidade de sangue que pode fluir por eles. Esse desenvolvimento anormal pode ser provocado por danos causados aos vasos sanguíneos; insuficiência de fluxo sanguíneo para o útero, fatores imunológicos ou genéticos. 

Mulheres que sofrem como hipertensão arterial crônica ou têm histórico pessoal e familiar de pré-eclâmpsia são consideradas o principal grupo de risco. Porém, outros fatores podem ainda aumentar as chances de desenvolver a condição, entre eles:

  • gravidez múltipla;
  • primeira gravidez;
  • intervalo entre as gestações menor do que dois anos ou maior do que dez; 
  • idade, o risco é mais alto em mulheres jovens ou acima dos 36 anos;
  • diferença racial, mulheres de pele negra têm maior risco quando comparadas com às de pele branca;
  • novo parceiro, há mais chances quando há um novo parceiro do que a segunda ou terceira gravidez com o mesmo;
  • condições como obesidade, diabetes tipo 1 ou 2, doenças renais, trombofilia, tendência a desenvolver coágulos sanguíneos e doenças autoimunes, como o lúpus.

Os fetos de mulheres com pré-eclâmpsia geralmente não crescem adequadamente, assim como o bebê pode ter baixo peso ao nascer. Isso acontece porque os vasos sanguíneos são afetados e, dessa forma, a troca de nutrientes e oxigênio é menor. 

Além disso pode haver descolamento da placenta, quando ocorre a separação do órgão da camada interna do útero antes do parto; em casos graves pode provocar hemorragia, quadro perigoso para a mãe e o feto.

No entanto, a principal preocupação é a evolução para eclâmpsia, uma forma grave de pré-eclâmpsia cuja consequência são convulsões que podem provocar confusão e desorientação ou colocar a gestante em coma. Em alguns casos, podem ainda causar acidente vascular cerebral (AVC) ou morte. Embora a eclâmpsia seja considerada uma complicação da pré-eclâmpsia, pode ocorrer sem os sinais iniciais, sendo percebida apenas pelas convulsões.

Contudo, na maioria dos casos, a pré-eclâmpsia é tratada por medicamentos para baixar a pressão arterial antes de evoluir para eclâmpsia. Por isso, é fundamental a realização do pré-natal e o comparecimento a todas as consultas agendadas pelo especialista, periodicidade determinada de acordo com o quadro de cada paciente. Em cada uma, é feita a medida da pressão arterial, o que permite prevenir e/ou controlar o quadro.

Quando ocorre a evolução para a eclâmpsia, por outro lado, o único tratamento é o parto, que normalmente é prematuro. 

Toque aqui e saiba mais sobre a pré-eclâmpsia!

O que é consulta preconcepcional e por que é importante?

Entre os ganhos proporcionados pelo desenvolvimento tecnológico está o avanço de diferentes áreas da medicina. Hoje, técnicas de imagem em alta resolução, cirurgias minimamente invasivas, inclusive com auxílio de robôs e a evolução de procedimentos laboratoriais, permitem detectar e tratar precocemente diferentes condições. 

Na área ginecológica-obstétrica, por exemplo, além da solução de praticamente todos os problemas de infertilidade, houve uma grande redução nos casos de mortalidade materna e/ou fetal, pois os recursos disponíveis atualmente proporcionam uma gravidez com menos risco. 

Em algumas situações, o tratamento pode até mesmo ser feito durante o desenvolvimento intrauterino. É importante, entretanto, manter as consultas de rotina e, se o objetivo for formar uma família, a atenção ao pré-natal é essencial.

Apesar de a maioria das mulheres saber sobre a importância do pré-natal quando há intenção de engravidar, uma consulta igualmente necessária, que ocorre antes mesmo das tentativas ainda é pouco conhecida, a consulta preconcepcional

Continue a leitura até o final para saber o que é consulta preconcepcional, por que é importante e como é feita. Confira!

Consulta preconcepcional e sua importância

Consulta preconcepcional, como o nome sugere, é aquela realizada antes de iniciar as tentativas para engravidar; idealmente, pelo menos nos três meses anteriores. É necessária na preparação para uma gravidez, pois ajuda a evitar possíveis complicações que podem ocorrer durante o período gestacional, garantindo a saúde da mãe e do seu futuro bebê. 

A consulta preconcepcional possibilita avaliar riscos, permite intervenções e otimização médica antes da gravidez para reduzir a possibilidade de resultados obstétricos maternos e fetais desfavoráveis. Ou seja, tem um efeito positivo nas chances de sucesso.

Segundo estudos, eventos que ocorrem antes de a mulher saber que está grávida podem ter um impacto significativo no crescimento fetal e no resultado da gravidez. 

Embora os casos de mortalidade materno-fetal tenham reduzido significativamente no mundo todo, as taxas ainda são consideradas altas. As malformações congênitas e a prematuridade, por exemplo, são responsáveis ​​pela maioria das mortes fetais e nem sempre as intervenções durante os cuidados pré-natais conseguem mitigar os resultados. 

A consulta preconcepcional, por sua vez, oferece a oportunidade de discutir fatores de risco para minimizá-los antes da gravidez, utilizando, para isso, diferentes abordagens baseadas em evidências científicas.

Ainda que todas as mulheres que pretendem engravidar devam realizar a consulta preconcepcional, ela é particularmente necessária às já diagnosticadas com algumas condições, como obesidade, hipertensão, diabetes e outras crónicas, bem como às que tiveram problemas em gestações anteriores ou planejam ter o primeiro filho. 

Entenda como a consulta preconcepcional é feita

Durante a consulta preconcepcional são abordados aspectos como histórico reprodutivo, histórico clínico pessoal, familiar e do parceiro, uso de medicamentos, riscos sociais que podem afetar a fertilidade ou a obtenção da gravidez, saúde emocional ou mesmo estilo de vida. 

No histórico reprodutivo são avaliadas qualquer gravidez anterior, de alto risco ou não, possíveis abortamentos espontâneos, doenças que afetam os órgãos reprodutores, histórico pregresso ou atual de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), que podem provocar infertilidade e resultados de exames de Papanicolau anteriores.

Já no clínico pessoal são pesquisadas doenças atuais ou pregressas, principalmente as que representam risco para gravidez e, no familiar, os distúrbios genéticos que podem ser transmitidos aos filhos. Doenças que podem afetar os órgãos reprodutores do parceiro são igualmente avaliadas, assim como a incidência de ISTs. 

O uso de medicamente e/ou suplementos também deve ser relatado ao médico na ocasião, que vai avaliar ainda situações de risco social ou profissional, como a exposição a elementos químicos e estilo de vida, incluindo hábitos como tabagismo, alcoolismo, uso excessivo de drogas recreativas, sedentarismo e alimentação. 

Na consulta preconcepcional a mulher também recebe orientações importantes, entre elas a dieta mais adequada, vitaminas pré-natal, controle do ciclo menstrual, ovulação e período fértil, frequência para realizar os testes de gravidez e exercícios que podem ajudar a preparar para o período gestacional e pós-parto, da mesma forma que o especialista solicita ao casal os exames necessários para confirmar a saúde reprodutiva. 

Os primeiros solicitados geralmente são os que determinam a fertilidade; avaliação da reserva ovariana às mulheres, que indica a quantidade de folículos presentes no momento, estruturas que contêm o óvulo imaturo, dos pequenos aos que podem desenvolver e ovular chamados pré-antrais e antrais. Enquanto aos homens é solicitado o espermograma, que indica a qualidade do sêmen e dos espermatozoides abrigados nas amostras.

Posteriormente, são solicitados exames laboratoriais e de imagem, incluindo os de sangue e urina, que detectam a presença de bactérias sexualmente transmissíveis, ultrassonografia transvaginal e da bolsa testicular ou outros complementares caso seja necessário.

A avaliação dos níveis dos hormônios envolvidos no processo reprodutivo também é solicitada, bem como tipagem sanguínea, imunidade à rubéola, sarampo, varicela, hepatite B e toxoplasmose.

Os resultados orientam a abordagem terapêutica mais adequada em cada caso, se houver necessidade de tratar alguma condição e permitem um planejamento do pré-natal adequado para a paciente, com os cuidados necessários para assegurar uma gravidez saudável para ela e seu futuro bebê. 

A consulta preconcepcional, portanto, proporciona o equilíbrio da saúde desde o início da gravidez, aumentando bastante as chances de não ocorrerem complicações durante o período gestacional e no puerpério, período logo após o parto. 

Diferentes estudos demostram que os cuidados preconcepção contribuem para aumentar as chances de engravidar, reduzem riscos de abortamento espontâneo, defeitos congênitos (de nascimento) no bebê e de efeitos adversos na gravidez, como a pré-eclâmpsia, que pode evoluir para eclâmpsia, condição potencialmente perigosa para a mulher. 

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DIU Mirena e DIU Kyleena: diferenças

O dispositivo intrauterino (DIU) é o método de controle de natalidade reversível mais popular no mundo, com milhões de usuárias. Além da sua eficácia para prevenir a gravidez, pode ser removido a qualquer momento se houver o desejo de ter filhos. 

O método tornou-se mais conhecido na década de 1960, embora o primeiro artigo publicado sobre a inserção de DIUs seja de 1909, pelo médico alemão Richard Richter. O dispositivo que ele inseriu naquela época ainda era bastante rudimentar, um anel feito de tripa de bicho-da-seda com duas extremidades que se projetavam do orifício cervical, permitindo sua verificação e remoção. 

Durante sua evolução o DIU passou por diferentes desafios, incluindo os percentuais de eficácia e a contenção de inflamações. A partir da década de 1960 tornou-se mais seguro e diferentes tipos foram desenvolvidos. Atualmente, dois são utilizados, o de cobre e o hormonal. 

Entre os DIUs hormonais que estão disponíveis o DIU Mirena, desenvolvido em 2001 e o DIU Kyleena, mais recente, de 2016, se destacam por sua eficácia de quase 100%, porém existem algumas diferenças entre eles e, por isso, a dúvida sobre qual escolher ainda é bastante frequente entre as mulheres.

Continue a leitura até o final para saber quais as diferenças entre o DIU Mirena e o DIU Kyleena e as vantagens de cada um. Confira! 

Mirena X Kyleena

O DIU hormonal libera diariamente, em pequenas doses, um hormônio semelhante à progesterona, um dos principais hormônios femininos, o levonorgestrel, prevenindo a gravidez e promovendo a diminuição ou suspensão da menstruação, o que pode ser particularmente importante para as mulheres com períodos dolorosos ou intensos.

O DIU hormonal atua da seguinte forma: 

  • provoca o espessamento do muco cervical, substância produzida pelo colo uterino que protege os órgãos reprodutores contra ascensão de microrganismos presentes na vagina, impedindo, dessa forma, a passagem dos espermatozoides;
  • inibe o espessamento do endométrio, camada interna uterina, que durante os ciclos menstruais torna-se mais espesso e vascularizado para receber um possível embrião formado na fecundação. Nessa camada ele se implanta para dar início à gravidez;
  • diminui a motilidade das tubas uterinas, órgãos que abrigam a fecundação, fusão entre óvulo e espermatozoide que vai gerar a primeira célula do embrião, e respondem pelo transporte dos gametas para esse processo acontecer, bem como pelo do embrião formado ao útero para se implantar. 

Esse mecanismo de ação é semelhante no DIU Mirena e no DIU Kyleena, embora eles se diferenciem em outros pontos. Veja abaixo:

  • tamanho: o DIU Mirena é maior, tem 32mm de comprimento, 32mm de largura e 1,55 mm de espessura. Já as dimensões do DIU Kyleena são 30mm de comprimento, 28mm de largura e 1,9mm de espessura. O tamanho menor facilita a colocação;
  • quantidade e liberação de levonorgestrel: o DIU Mirena tem 52mg de levonorgestrel e libera diariamente cerca de 15mcg (microgramas); o DIU Kyleena, por sua vez, tem 19,5mg e libera aproximadamente 9mcg por dia. A quantidade, entretanto, não interfere na eficácia;
  • suspensão da menstruação: segundo estudos, apenas 1 a cada 100 mulheres que usam o DIU Kaleena podem ter a menstruação suspensa após um ano, enquanto esse feito pode ser percebido por 2 entre 10 mulheres que usam o DIU Mirena, por isso, geralmente é o mais indicado às com períodos menstruais mais intensos e cólicas severas, além de aliviar também a dor pélvica característica da endometriose. 

Tanto o DIU Mirena como o DIU Kyleena têm duração de 5 anos. Depois desse tempo, devem ser substituídos.

Como é possível perceber, existem muitas semelhanças entre o DIU Kyleena e o DIU Mirena, sendo as principais diferenças entre os dois o tamanho, a quantidade de hormônio liberada e o impacto em períodos intensos. Os dois podem prevenir em até 99% uma gravidez indesejada. 

É possível que alguns efeitos colaterais também ocorram nos dois casos. O mais comum é o sangramento de escape ou spotting, um leve sangramento que acontece fora do período menstrual, que pode durar entre 3 meses e 6 meses. Também podem induzir a formação de cistos ovarianos, embora isso ocorra mais raramente.

Hoje, o risco de infecção é bastante baixo, praticamente inexistente, bem como as chances de gravidez ectópica, quando o embrião se implanta em uma das tubas uterinas em vez do útero. 

A colocação é feita pelo colo do útero e o procedimento dura entre 10 e 20 minutos. Ambos têm um formato de T, com um braço de cada lado e um fio na parte inferior que desce até o colo do útero e a vagina.

Ainda que o DIU Mirena e o DIU Kyleena tenham diversas vantagens, como a longa duração e o fato de serem um método de controle de natalidade reversível, é importante procurar um especialista para avaliar o método contraceptivo mais adequado. Os DIUs hormonais, por exemplo, são contraindicados em algumas situações, bem como existem outras opções anticoncepcionais. 

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O que é gestação de alto risco?

Toda mulher que deseja ser mãe geralmente espera uma gravidez sem intercorrências e um parto tranquilo. Na maioria das vezes é exatamente isso que acontece. No entanto, algumas podem enfrentar dificuldades e complicações inesperadas.

Por isso, os órgãos de saúde orientam às mulheres grávidas ou em tentativa de engravidar a realização do pré-natal, acompanhamento feito pelo ginecologista-obstetra, que pode iniciar antes da concepção, quando a gravidez é planejada, ou assim que for confirmada, e, deve estender-se até o puerpério, período pós-parto.

O pré-natal é necessário para prevenir ou detectar precocemente qualquer problema que possa comprometer a saúde materna e fetal. Além fazer diferentes exames, a mulher também recebe orientações sobre a gravidez, como sugestões para uma alimentação mais equilibrada, mudanças corporais e emocionais consequentes da variação hormonal ou mesmo sintomas que podem indicar riscos.

Geralmente, a recomendação mínima é de seis consultas durante o período gestacional, uma no primeiro trimestre, duas no segundo e três no terceiro.

Em cada um são realizados exames específicos que avaliam a saúde da mãe e do seu futuro bebê. Se forem detectados problemas, ou nos casos de doenças anteriores que podem resultar em complicações, o quadro passa a ser considerado como gestação de alto risco, que exige um acompanhamento mais frequente, com maior atenção.

Acompanhe a leitura do texto até o final para saber o que é gestação de alto risco e a conduta médica que costuma ser adotada nesses casos. Confira!

Gestação de alto risco

Uma gestação de alto risco é aquela em que a mulher e seu feto enfrentam uma probabilidade acima do normal de terem problemas. Muitos fatores, incluindo aqueles que afetam a ambos e os que surgem durante o período, podem tornar a gestação de alto risco.

Um dos principais associados ao quadro é a idade materna. Mulheres com menos de 17 anos ou acima dos 35 anos, por exemplo, têm mais risco de complicações, como distúrbios genéticos que levam ao abortamento.

Entre as condições médicas anteriores à concepção, pode-se citar a hipertensão arterial crônica, que aumenta a possibilidade de pré-eclâmpsia, potencialmente perigosa para a mãe e feto, doenças autoimunes, como o Lúpus, diabetes, ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), incluindo o HIV, vírus da imunodeficiência humana, problemas cardíacos, no pulmões ou rins.

Já as mulheres saudáveis podem ter pré-eclâmpsia como consequência da presença de proteína na urina, liberada pelo feto, e o diabetes gestacional, condição em que os hormônios placentários interferem na capacidade do corpo de regular os níveis de glicose no sangue.

Independentemente da saúde materna podem ainda ocorrer problemas consequentes do próprio processo gestacional que levam à gestação de alto risco.

Exemplos incluem os associados à placenta e ao feto, como os de desenvolvimento fetal, placenta prévia, condição na qual a placenta pode cobrir todo o colo uterino impedindo a passagem do bebê; descolamento prematuro da placenta, quando se descola do endométrio antes do parto e placenta acreta, quando os vasos placentário se enraízam profundamente na parede uterina.

Hábitos de vida estão ainda entre os fatores de risco, incluindo tabagismo e alcoolismo, uso excessivo de drogas recreativas e de alguns medicamentos. Sedentarismo, estresse, transtornos emocionais como ansiedade ou depressão ou exposição a substâncias químicas também podem contribuir.

Pré-natal na gestação de alto risco

Na gestação normal, as consultas do pré-natal devem ser idealmente realizadas mensalmente nas primeira 32 semanas, quinzenalmente até a 37ª e, depois disso, semanalmente até o nascimento. Enquanto na gestação de alto risco devem ser mais frequentes. O número varia de acordo com cada caso.

A periodicidade dos exames que avaliam a saúde materno-fetal é igualmente maior, como os que medem a quantidade de proteína na urina, a pressão arterial, detectam possíveis infecções, bem como as ultrassonografias que avaliam o desenvolvimento da gestação e indicam problemas associados ao futuro bebê.

O ajuste de dosagens de medicamentos de uso contínuo ou prescritos durante a gestação também deve ser criteriosamente observado.

Mulheres com condições prévias, por sua vez, devem consultar um especialista antes de decidir engravidar, o que é chamado consulta pré-concepcional, para realização de exames, ajustes de medicamentos ou adequações necessárias que garantam a saúde materna e fetal durante o processo gestacional e/ou minimizem riscos.

Além disso, é fundamental que o acompanhamento da mulher e do bebê continue no puerpério, especialmente quando a gestação é de alto risco.

Diferentes estudos já comprovaram, que o acompanhamento adequado do pré-natal pode evitar ou prevenir a maioria das complicações na gestação ou puerpério, independentemente da situação. Essa, inclusive, é a maneira mais eficaz para reduzir os percentuais de mortalidade materna e fetal.

Isso significa que mesmo quando há o diagnóstico de gestação de alto risco, o processo gestacional, nascimento e desenvolvimento do bebê no futuro podem ocorrer de forma saudável, sem nenhuma irregularidade. Por outro lado, apenas 10% das gestações são consideradas de alto risco.

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Como calcular meu período fértil para aumentar as chances de engravidar?

O ciclo menstrual ou reprodutivo das mulheres inicia na puberdade, com a primeira menstruação, e se encerra na menopausa, com a última. É um processo em que ocorrem diferentes alterações fisiológicas preparando o corpo da mulher para uma possível gestação.

Dividido em três fases, ocorre continuamente regulado por diferentes hormônios, quando são utilizados os folículos armazenados nos ovários desde o nascimento, estruturas que contêm o óvulo imaturo.

Durante o ciclo menstrual o endométrio, mucosa que reveste o útero internamente, também é preparado para receber um possível embrião formado na fecundação, o que é motivado pelos hormônios estrogênio e progesterona, tornando-o mais espesso e vascularizado, características que permitem que ele se implante, fixando-se para dar início à gestação, bem como a troca de nutrientes com a mãe até a placenta estar estabelecida.

Se não houver fecundação, por outro lado, o endométrio descama originando a menstruação, que marca o começo que um novo ciclo.

Na maioria das mulheres, esse processo acontece em 28 dias, com pequenas variações de mais ou menos dias, porém sempre no mesmo intervalo, o que é clinicamente denominado como ciclo menstrual regular. Já nos ciclos considerados irregulares essa variação ocorre em intervalos diferentes.

Tanto nos ciclos regulares quanto nos irregulares, há um período em que as chances de engravidar são mais altas. Conhecido como período fértil, é possível identificá-lo nas duas situações. No primeiro caso, o cálculo pode ser feito de forma bastante precisa, enquanto no segundo é necessário observar alguns sinais.

Continue a leitura até o final e saiba como calcular o período fértil para aumentar as chances de engravidar, ação fundamental para as tentantes! Confira!

Ovulação e período fértil

Na primeira fase do ciclo menstrual, a folicular, vários folículos são recrutados e crescem pela ação do FSH (hormônio folículo-estimulante); um deles se destaca, folículo dominante, desenvolve e amadurece estimulado pelo LH (hormônio luteinizante). Enquanto se desenvolve, secreta estrogênio, hormônio que inicia o preparo do endométrio.

No momento em que o folículo dominante atinge o auge do desenvolvimento, um pico de LH o induz ao amadurecimento final e rompimento. Isso acontece na segunda fase do ciclo, a ovulatória, quando libera seu óvulo, também maduro, na ovulação.

Após liberar o óvulo, as células do folículo dominante transformam-se em uma glândula endócrina temporária na última fase do ciclo menstrual, a lútea. Chamada corpo-lúteo, sua principal função é secretar progesterona, hormônio que finaliza o preparo endometrial.

Nos ciclos em que não há fecundação o corpo-lúteo se degenera, levando ao rebaixamento dos níveis hormonais, o que provoca a descamação do endométrio e, assim, a menstruação.

Ovulação

Quando ocorre a ovulação, o óvulo liberado é captado pela tubas uterinas, órgãos responsáveis pela fecundação que fazem a ligação entre os ovários e o útero, e, aguarda por 24h o encontro com o espermatozoide.

Os espermatozoides, por sua vez, viajam pela extremidade uterina das tubas. Milhares são lançados no organismo feminino durante a ejaculação, entretanto apenas um deles alcança o óvulo para fecundá-lo, evento em que o penetra gerando a primeira célula do embrião.

Período fértil

Ainda que o tempo de sobrevida do óvulo, 24h, possa sinalizar o momento de maior fertilidade da mulher, o período fértil considera também o tempo que os espermatozoides podem permanecer vivos no organismo feminino, aproximadamente 72h.

Para calcular o período fértil, além do tempo de sobrevida dos gametas é preciso anotar a data do primeiro dia da menstruação, o que permite estimar a data provável da ovulação; em ciclos regulares de 28 dias geralmente acontece no 14º, na metade.

Se o primeiro dia da menstruação for o dia 7, por exemplo, a ovulação provavelmente vai ocorrer no dia 21. Como o espermatozoide sobrevive por 72h e o óvulo por 24h, devem ser subtraídos 3 dias e adicionado 1. O período fértil, nesse caso, está localizado entre os dias 18 e 22 do mês correspondente.

Ciclos irregulares

São considerados ciclos irregulares, aqueles que ocorrem fora dos intervalos considerados regulares por mais de seis meses consecutivos, podem ser mais curtos ou mais longos. Essa variação compromete o cálculo preciso do período fértil, assim, é necessário considerar outros elementos para identificá-lo. Veja abaixo:

  • sinais do corpo: quando a ovulação se aproxima, o muco cervical, substância produzida pelo como uterino para proteger os órgãos reprodutores contra ascensão de microrganismos naturalmente presentes na vagina, torna-se mais elástico, com uma aparência semelhante à da clara de ovo. Sensibilidade e inchaço das mamas, aumento da libido, bem como alterações de humor podem igualmente ser percebidos. Quando o óvulo se rompe, podem ocorrer ainda cólicas mais leves;
  • temperatura corporal basal: a temperatura do corpo geralmente diminui imediatamente antes da ovulação e aumenta logo após.

É possível recorrer ainda aos testes de ovulação encontrados em farmácias. Eles indicam os níveis de LH, ou seja, altos níveis sugerem que o folículo está próximo ao rompimento.

Essas alternativas também devem ser utilizadas por mulheres com ciclos regulares, o que ajuda a tornar ainda mais precisa a identificação do período fértil, permitindo que a relação sexual seja intensificada nessa ocasião, aumentando, dessa forma, as chances de engravidar.

Mulheres que pretendem engravidar, por outro lado, devem ficar atentas à importância da consulta pré-concepcional, feita ao ginecologista-obstetra pelo menos três meses antes de iniciar as tentativas e necessária para garantir uma gravidez saudável para a mãe e seu futuro bebê.

Siga o link e saiba tudo sobre ciclo menstrual, ovulação e período fértil!

DIUs: conheça todos os tipos, as diferenças e os benefícios

Seguro, eficaz e de longa duração, o DIU (dispositivo intrauterino) se destaca entre as opções de métodos contraceptivos disponíveis atualmente quando a intenção é adiar os planos de formar uma família.

Como o nome sugere, é um dispositivo inserido no útero que libera substâncias tornando o ambiente hostil para os espermatozoides, impedindo a fecundação, etapa da gravidez em que a primeira célula do embrião é formada pela fusão dos gametas (óvulo e espermatozoide), ou a implantação do embrião, etapa na qual se fixa ao endométrio, camada interna uterina para dar início à gestação.

A ação proporcionada pelo DIU previne em quase 100% a ocorrência de gestação. Além disso, não interfere na relação sexual, é um método reversível, ou seja, no momento que houver o desejo de ter filhos pode ser removido sem nenhum tipo de risco para a fertilidade. O tempo de duração pode ser de até 10 anos, de acordo com o tipo, no entanto, é facilmente substituído.

O procedimento para colocação do DIU é realizado por um ginecologista em ambiente laboratorial, como clínicas ou consultórios médicos. Na maioria das vezes, não é necessário o uso de anestesias, bem como pode ser colocado em qualquer fase do ciclo menstrual, inclusive durante a menstruação, quando o colo uterino está mais dilatado, o que facilita o processo.

O controle, por sua vez, é feito anualmente por ultrassonografia transvaginal, como parte das consultas de rotina. Continue a leitura até o final para conhecer em detalhes todos os tipos de DIU, funcionamento, tempo de duração e ação proporcionada por cada um. Confira!

Tipos de DIU

Hoje, quatro tipos de DIU são mais indicados pelos especialistas: DIU Mirena, DIU Kyleena, DIU de cobre e DIU com fio de prata. Veja abaixo as principais características de cada um:

DIU Mirena

O DIU Mirena libera diariamente, em pequenas doses, um hormônio semelhante à progesterona, provocando o espessamento do muco cervical, substância produzida pelo colo uterino que protege os órgãos reprodutores contra ascensão de microrganismos presentes na vagina, impedindo, dessa forma, a passagem dos espermatozoides.

Também inibe o espessamento do endométrio, que, estimulado pelo estrogênio e progesterona, principais hormônios femininos, se torna mais espesso e vascularizado durante os ciclos menstruais, características que proporcionam o ambiente adequado para receber um possível embrião formado na fecundação.

Estimula, ainda, a redução da motilidade das tubas uterinas, órgãos que abrigam a fecundação e respondem pelo transporte dos gametas para esse evento acontecer.

O DIU Mirena tem duração de até seis anos; após esse período deve ser substituído. Por outro lado, seu uso não é indicado para mulheres com inflamações pélvicas ativas, se houver suspeita de gravidez, de cânceres de mama ou útero e contraindicação para utilização de hormônios.

DIU Kyleena

O DIU Kyleena, assim como o Mirena, tem com mecanismo de ação a liberação de pequenas doses diárias de progesterona, atuando, portanto, de forma semelhante. No entanto, eles se diferenciam na dosagem: o DIU Kyleena libera aproximadamente 9 microgramas (mcg) e o Mirena cerca de 15 mcg. Apesar dessa diferença, não há nenhuma interferência na ação contraceptiva.

O DIU Kyleena geralmente tem uma duração menor, de 5 anos, depois deve ser substituído.

DIU de cobre

Esse tipo de DIU é revestido com cobre, elemento tóxico para os espermatozoides liberado diariamente em pequenas quantidades, que impede sua sobrevida ou a motilidade, capacidade de movimento no organismo feminino, e, assim, a fecundação.

O DIU de cobre interfere igualmente no preparo endometrial e na motilidade tubária. O tempo de duração, entretanto, é maior, aproximadamente 10 anos, bem como é uma alternativa importante quando há contraindicação ao uso de hormônios.

DIU com fio de prata

DIU com fio de prata é uma versão do DIU de cobre composto pelos dois metais, liberados em pequenas quantidades diariamente; a prata foi acrescentada às hastes e atua estabilizando o cobre quando se misturam, reduzindo as chances de fragmentação.

O ambiente uterino torna-se igualmente tóxico para os espermatozoides, bem como o preparo adequado do endométrio é comprometido. Embora a ação e eficácia do DIU com fio de prata seja semelhante ao de cobre, sua durabilidade é menor, aproximadamente 5 anos.

Porém, como o DIU de cobre é uma alternativa nos casos em que o uso de hormônios é contraindicado.

Normalmente, antes de colocar qualquer tipo de DIU a paciente é submetida a diferentes exames para verificar a possibilidade de condições que podem impedir ou dificultar o processo, incluindo o rastreio para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), que resultam em inflamações nos órgãos reprodutores e a presença de pólipos endometriais ou miomas uterinos, doenças femininas comuns que podem causar distorções anatômicas no útero dificultando o posicionamento adequado.

A eficácia do DIU é comprovada por diferentes estudos, contudo a indicação do método contraceptivo deve sempre ser feita por um especialista, que considera diferentes fatores para determinar a melhor opção. Para as mulheres que pretendem engravidar durante um intervalo menor do que 5 anos, por exemplo, podem ser sugeridas outras alternativas.

Siga o link e conheça tudo sobre DIU Mirena!

O que é diabetes gestacional e o que fazer?

As mulheres em tentativa de engravidar já sabem a importância dos cuidados pré-natais para uma gestação saudável. Eles são necessários, por exemplo, para identificar e tratar possíveis complicações, bem como orientar comportamentos que vão garantir a saúde da mãe e de seu futuro bebê.

Complicações estão associadas à mãe e/ou ao feto. São consequência do próprio estado gestacional e de quadros clínicos comuns em mulheres grávidas ou mesmo anteriores, como as doenças crônicas. Entre elas, podem-se citar o abortamento espontâneo, parto pré-termo, ruptura prematura das membranas, nascimento prematuro, feto natimorto, baixo peso ao nascer, macrossomia e malformações congênitas.

Podem acontecer em qualquer etapa da gravidez, durante o trabalho de parto ou no pós-parto, causadas por diferentes condições, incluindo o diabetes gestacional, que, embora seja uma das principais preocupações das mulheres grávidas, pode ser evitado e/ou controlado na maioria dos casos.

Mostramos, neste texto, tudo sobre o diabetes gestacional e o que fazer quando há esse diagnóstico. Continue a leitura até o final e confira!

Diabetes gestacional

O diabetes mellitus é uma doença causada pela produção insuficiente ou absorção inadequada de insulina, hormônio que regula a glicose (açúcar) no sangue transformando-a em energia para manutenção das células do nosso organismo. Existem diferentes tipos: 1, 2 e o diabetes gestacional. No primeiro caso, ocorre a redução ou falta de produção de insulina, enquanto no segundo o organismo desenvolve uma resistência à ação do hormônio.

O diabetes gestacional, por sua vez, ocorre quando os hormônios placentários interferem na capacidade do corpo de regular os níveis de glicose no sangue.

Ou seja, não é provocado pela falta de insulina, como acontece no tipo 1, porém por outros hormônios produzidos durante a gravidez que podem torná-la menos eficaz, levando, como acontece no tipo 2, ao desenvolvimento de uma condição conhecida como resistência à insulina (RI). Assim, a glicose se acumula no sangue em vez de ser absorvida pelas células.

Esse tipo de diabetes afeta entre 2% e 4% de todas as gestantes. Uma das consequências é o risco aumentado, para a mãe e seu bebê, do desenvolvimento posterior do diabetes tipo 2.

Além disso, a exposição do feto a grandes quantidades de glicose durante o crescimento intrauterino aumenta as chances de macrossomia, recém-nascido com peso igual ou superior a 4 kg, independentemente da idade gestacional, o que dificulta a passagem pelo canal vaginal, tornando maior a possibilidade de ocorrerem lesões. Por isso, o parto de mulheres com diabetes gestacional geralmente é feito por cesariana.

O nascimento prematuro está ainda entre os possíveis riscos; bebês prematuros de mães com diabetes gestacional podem desenvolver uma condição denominada síndrome do desconforto respiratório, que dificulta a respiração, ou mesmo hipoglicemia, situação contrária ao diabetes caracterizada por baixos níveis de glicose no sangue que, em quadros graves, pode provocar convulsões no bebê.

Por outro lado, o diabetes gestacional não tratado pode levar à morte do bebê antes ou logo após o nascimento (natimorto) e aumenta o risco de pressão alta, fator de risco para pré-eclâmpsia, uma complicação da gravidez potencialmente perigosa para a mãe e seu filho.

Durante o pré-natal, entretanto, alterações nos níveis de glicose no sangue podem ser detectadas por diferentes testes, que indicam se há tendência ou diagnosticam o diabetes gestacional, permitindo adotar medidas para prevenir ou controlar o quadro, evitando, dessa forma, possíveis complicações.

A glicemia de jejum, por exemplo, teste realizado no primeiro trimestre da gravidez, avalia se há tendência, enquanto o teste de tolerância à glicose, realizado entre a 24ª e a 28ª semana, quando é mais comum surgir o problema, permite a confirmação, bem como é utilizado para acompanhamento.

O que fazer quando o diagnóstico é de diabetes gestacional?

Qualquer conduta terapêutica durante o período gestacional deve ser determinada pelo ginecologista-obstetra responsável pelo acompanhamento da mulher. Uma das medidas que pode ser adotada é a de uma dieta balanceada, essencial, inclusive, para o desenvolvimento saudável da gravidez e do feto, o que significa que deve ser praticada independentemente do risco de diabetes gestacional.

O monitoramento periódico do crescimento do bebê, feito por exames de ultrassonografia realizados durante o pré-natal, é igualmente importante.

Por outro lado, embora os níveis de glicose geralmente normalizem logo após o nascimento na maioria dos casos, isso deve ser confirmado por testes solicitados pelo especialista, que vai orientar a periodicidade e intervalo para serem realizados.

Obesidade, sedentarismo, diabetes gestacional anterior ou pré-diabetes, síndrome dos ovários policísticos (SOP), histórico familiar e bebês de gestações anteriores nascidos com peso superior a 4kg são listado como fatores de risco para o desenvolvimento dessa condição.

Mulheres já diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou 2, por sua vez, precisam relatar a doença na primeira consulta do pré-natal ou consulta pré-concepcional, que deve idealmente ser feita quando há intenção de engravidar.

A maioria das mulheres com diabetes gestacional normalmente são assintomáticas, entretanto sede e micção frequente, sintomas comuns quando há possíveis alterações nos níveis de glicose, podem ajudar a identificar o problema.

Porém, a única forma eficaz para evitar ou controlar essas e outras condições que podem surgir durante a gestação é o acompanhamento adequado durante o pré-natal.

Siga o link para aprofundar o conhecimento sobre o diabetes gestacional!